Aposentada disse que já recorreu ao SIP-156 e nenhuma atitude foi tomada pelo Poder Público
A aposentada Rosa Francisco, moradora da rua Paulo Elias Pecorari, no Jardim Petrópolis, reclama da situação de um terreno ao lado da casa dela. De acordo com ela, nos últimos meses o imóvel se tornou em um lixão a céu aberto e vem servindo de ponto de desova para móveis usados e entulho de construção.
Rosa contou que não é possível identificar os infratores porque a desova vem ocorrendo à noite ou pela madrugada. Ela informou ainda que já formalizou reclamações ao SIP (Serviço de Informações à População) - 156 mas até o momento nenhuma medida foi tomada pela prefeitura.
"Não temos mais a quem recorrer, minha casa tem escorpiões e baratas, tudo vem desse terreno", contou a mulher.
Ela disse que quando faz a limpeza da calçada de sua casa desembolsa R$50 para que o material seja levado ao ecoponto e, ao mesmo tempo, é obrigada a conviver com o lixo depositado por outras pessoas ao lado de sua residência.
A moradora disse que outros vizinhos chegaram a fazer reclamações no SIP-156 e garantiu que nunca houve uma medida adotada pela prefeitura para coibir a prática.
A Prefeitura, por meio da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), informou que iria enviar um técnico ao local nesta sexta-feira para avaliar o que precisa ser feito para solucionar o problema.
Se for identificado que o terreno é particular, o caso será encaminhado ao Departamento de Controle e Fiscalização da pasta, que notificará o proprietário.
Caso o responsável não cumpra a notificação, a prefeitura informou que vai realizar a limpeza e os custos serão repassados ao proprietário do terreno. Se o terreno for área pública, a Prefeitura fará a limpeza, segundo informou a Sedema.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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