A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), denunciou ao Ministério Público a perda de 654 quilos de carne suína e de frango pela Merenda Escolar de Piracicaba. A denúncia foi feita pela presidente do sindicato, a deputada estadual Professora Bebel (PT), após ser informada pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) do ocorrido com os produtos que deveriam ter sido utilizados na merenda escolar. A distribuição foi interrompida em função da suspensão das aulas pela pandemia do coronavírus, em meados de março do ano passado.
De acordo com o CAE, a carne perdida foi recebida no primeiro semestre do ano passado e armazenada no prédio da Divisão de Alimentação e Nutrição de Piracicaba, localizado na avenida Dona Lídia, na Vila Rezende. Segundo o conselho, no início do ano, a prefeitura decidiu realizar análise do produto, uma vez que a sua validade era até meados de março, quando foi constatado que já não poderia mais ser utilizado.
A Apeoesp justificou a representação ao Ministério Público para garantir que sejam aprofundadas as investigações sobre os responsáveis por deixar os 646 quilos de carne se estragar.
A prefeitura informou que o procedimento padrão da Divisão de Alimentação e Nutrição para distribuição de carnes às unidades escolares ocorre no início da semana com quantidade suficiente para produção de refeições de uma semana do cardápio padrão.
A carne recebida é distribuída nas unidades nos dias restantes da semana, portanto, não é conduta da divisão manter carne estocada. A administração explicou que, quando houve a paralisação emergencial das aulas em março de 2020, os pedidos para abastecimento regular das unidades já haviam sido enviados aos fornecedores e não houve tempo hábil para solicitar o cancelamento.
“Ressaltamos que a quantidade recebida dos gêneros refere-se ao abastecimento de uma semana do cardápio padrão das nossas unidades de autogestão. Com as prorrogações da paralisação, o produto permaneceu armazenado na divisão no ano de 2020”, informou a prefeitura. Por meio da análise laboratorial realizada junto ao Instituto de Tecnologia de Alimentos, identificou- -se que o pernil (654 kg) não estava em condições higiênico sanitárias seguras para consumo, mesmo estando dentro do prazo de validade.
Diante do laudo, a divisão comunicou oficialmente a Vigilância Sanitária e o Conselho de Alimentação Escolar para definir o escoamento do produto.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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