Entidades que representam o comércio de Piracicaba lançaram ontem manifestos solicitando a abertura das lojas em detrimento do plano municipal anunciado pela prefeitura, nesta semana, para evitar a circulação de pessoas na cidade durante os próximos nove dias, a partir deste sábado.
Em defesa das empresas e representando seus cerca de 5.900 associados, sendo 80% deles de pequeno e médio portes, a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) entregou, um ofício à prefeitura solicitando que o comércio e serviços possam trabalhar seguindo o mesmo horário de funcionamento das atividades consideradas essenciais.
Segundo a associação, a preocupação da entidade se dá pelos inúmeros impactos socioeconômicos gerados pela pandemia de covid-19 a estas empresas, que estão, há um ano, totalmente ou parcialmente paradas.
“Os empresários perderam sua autoestima, o que vem afetando sua saúde e de seus funcionários, visto que muitos estabelecimentos já encerraram suas atividades e outros estão prestes a encerrar, consequentemente, ocasionando demissões, gerando dívidas por falta de recursos”, afirmou o presidente Luiz Carlos Furtuoso.
Segundo ele, o comércio não é o responsável por disseminar o vírus, mas, sim, as festas clandestinas e locais de atividades que, de fato, provocam aglomeração. Outra reivindicação da entidade é que os feriados dos dias 20 de novembro e 8 de dezembro sejam compensados com os dias 30 e 31 de março.
DESOBEDIÊNCIA
Com 220 associados, a ACP (Associação Comercial de Piracicaba) divulgou nota convidando os associados e lojistas à desobediência civil frente ao decreto municipal publicado ontem, que prevê restrições mais severas ao funcionamento do comércio e de outras atividades.
Na nota, a entidade classifica o Estado como ‘tirânico’ e o município ‘subserviente’ e oferece assistência jurídica aos associados que queiram buscar seus direitos na Justiça.
No comunicado a ACP adianta que vai promover um ‘ato pacífico de repulsa ao lockdown’.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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