Um filhote de pit bull com aproximadamente oito meses foi resgatado em uma moradia abandonada na Comunidade Renascer, nesta quarta-feira (24/03). O animal estava em um corredor estreito, com no máximo um metro de largura por cerca de três metros de comprimento. Sem água e comida há pelo menos três dias. O filhote foi localizado pelos policiais civis da 2ª Dise/Deic (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes da Divisão Especializada de Investigações Criminais) durante apuração de uma denúncia sobre tráfico de drogas. Nenhum suspeito ou entorpecente foi localizado, mas o animal foi apreendido e levado à sede da delegacia especializada.

"O filhote estava faminto, quanto o tiramos daquele local, ele comia até mato. Aparentemente, ele demonstrava não ter problemas de saúde, apesar de estar bem magro", disse o policial civil Marcelo.

A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (Republicanos) esteve na Deic e levou ração. "O filhote devorou a ração, pois estava faminto. Ele não aparenta estar maltratado, mas não sabemos há quanto tempo estava naquele local. Não descartamos a possibilidade de que o filhote pode ter sido furtado, roubado ou até mesmo trocado por porções de drogas", disse a vereadora.

Por enquanto, o pit bull ficou em um lar temporário. Receberá atendimento veterinário, será vacinado, castrado e caso o dono não seja localizado poderá ser colocado para adoção responsável. "Já conseguimos uma família que se interessou pelo animal, mas durante pelo menos 10 dias iremos realizar os atendimentos veterinários necessários e tentar localizar o dono", afirmou Alessandra.
CAUSA ANIMAL
Alessandra destacou a atuação dos policiais civis da Deic que estão sensibilizados com a causa animal. "Já fomos acionados pelo menos umas cinco vezes pelos policiais que identificaram questões de maus-tratos durante as ocorrências policiais", afirmou a vereadora.
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Segundo ela, a Guarda Civil também deve adotar novos procedimentos e destinará um setor específico para atuações relacionadas à causa animal. "Estamos estudando essa possibilidade com dedicação", explicou Altale.

Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br