Narração esportiva é assunto para as mulheres

Por Edilson Morais |
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A mulher moderna demonstra a sua força todos os dias e ocupa cada vez mais os espaços que antes eram destinados exclusivamente aos homens. No mundo dos esportes essa realidade alcançou as narrativas das partidas de futebol com vozes femininas que levam a emoção às telas da televisão brasileira.

O pioneirismo da narração de futebol no Brasil começou na década de 70 com a mineira Zuleide Ranieri, na Rádio Mulher. Em 1997, a paulista Luciana Mariano foi a responsável em narrar o Torneio Primavera de futebol feminino na Rede Bandeirantes.

Na abertura da Copa do Mundo da Rússia, em 2018, coube à mineira Isabelly Morais, a responsabilidade de assumir o papel como a primeira mulher brasileira a narrar uma partida do maior evento de futebol do mundo. Na ocasião, ela acompanhou a vitória da seleção da Rússia por 5x0 no confronto diante da Arábia Saudita.

No Mundial da Rússia, outras duas mulheres assumiram os microfones durante a competição; a baiana Manuela Avena, com experiência como repórter de campo e a carioca Renata Silveira, que já havia narrado alguns jogos do campeonato carioca de futebol pela Rádio Globo, no ano de 2014. O time feminino da narração esportiva atualmente conta ainda com o talento de Natália Lara, contratada no início de 2021 para integrar as transmissões de futebol e de outras modalidades.

O espaço conquistado por essas mulheres na narração de partidas de futebol é pequeno, mas abre novas oportunidades de trabalho para a participação feminina em outras modalidades.

Na noite de ontem, dia 24, as vozes femininas tomaram conta da transmissão da partida entre Boston Celtics e Milwaukee Bucks, pela NBA (sigla em inglês para Liga Nacional de Basquetebol). A transmissão contou com um time 100% formado por mulheres, narração e comentários, algo inédito no Brasil com as partidas da NBA.

Edilson Morais

edilson.morais@jpjornal-com-br

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