Sete anos depois de criado, o Fundo Municipal do Idoso ainda precisa da ajuda da sociedade, cuja doação pode destinar até 6% do IR (Imposto de Renda) de pessoas físicas, e até 1% de pessoas jurídicas. Como explica Nelson Ladeira, presidente do CMI (Conselho Municipal do Idoso), “esses recursos são aplicados em programas específicos para atender idosos”.
Na semana passada, o CMI recebeu a visita do vereador Pedro Kawai (PSDB). Em 2015, Kawai foi quem solicitou ao então prefeito Gabriel Ferrato que criasse o Fundo Municipal do Idoso.
Ele lembrou que a ideia era estender à população acima dos 60 anos, a mesma possibilidade de receber recursos em doação, que já era feita ao Fumdeca (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente). “Foi uma grande conquista para essa parcela importante da população, que agora, na pandemia, tem sido a maior vítima da covid-19”, frisou.
Para destinar o imposto diretamente na declaração, enfatiza o presidente do CMI, o contribuinte deve optar pelo modelo completo. Ao preencher a declaração, na ficha “Doações Diretamente na Declaração”, basta escolher quanto quer destinar e para quais fundos.
“Esses recursos devem ser aplicados, exclusivamente, nos programas e ações de proteção, defesa e garantia dos direitos da pessoa idosa, sob a orientação dos respectivos Conselhos, sujeitos à fiscalização do Ministério público. Essa é uma efetiva ação de cidadania que interfere direta e positivamente na realidade social”, ele ressalta.
Ladeira também revela que o CMI acompanha semanalmente a situação da pandemia na cidade junto à população de idosos nas ILPIs (Instituição de Longa Permanência para Idosos). “Um grupo foi formado foi que, toda semana, se reporte a mim, para dizer como está a instituição em relação à covid-19. Acompanhamos semanalmente”, destaca Ladeira.
Erick Tedesco
erick.tedesco@jpjornal.com.br
LEIA MAIS: