A Área Azul em Piracicaba, sistema rotativo de estacionamento pago em algumas regiões do município, desde o final do ano passado, atua com menos agentes de fiscalização nas ruas. A Estapar, concessionária responsável pelo serviço, confirmou ontem ao Jornal de Piracicaba que, devido à pandemia da covid-19, precisou “readequar a operação” na cidade, demitiu 15 e atualmente trabalha apenas com 20 pessoas.
A conduta da empresa, no entanto, deixou algumas regiões com deficit no atendimento da área azul, como Vila Rezende e Paulista, que de acordo com a Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes), ficaram com apenas um agente de fiscalização em cada região. Os setores do município devem ser atendidos em sistema de rodízio de agentes até novas contratações.
Em nota, a Estapar afirma que foi “duramente impactada pela pandemia da covid-19” mas garante que trabalha “de maneira constante” para recompor o quadro de colaboradores, principalmente, para seguir atendendo de maneira eficiente a população da cidade”.
A companhia destaca ainda que a operação ficou paralisada na cidade por dois meses (entre abril e maio de 2020), “o que gerou um forte impacto na arrecadação”.
O impacto de menos agentes nas ruas também é sentido pelos usuários da Área Azul na cidade.
Caso precise acionar um agente para regularizar o pagamento pelo uso e não o encontrar, deve pagar até 12,70 para regularizar o estacionamento, além de ficar sujeito à multa e perder cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Erick Tedesco
erick.tedesco@jpjornal.com.br
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