O Governo do Estado de São Paulo deve anunciar nesta quarta (03), uma possível revisão das medidas complementares do Plano São Paulo de enfrentamento da pandemia de covid-19, caso a estabilidade no número de internações e óbitos se mantenha. A informação do Estado foi dada em resposta às manifestações organizadas por setores da economia, como bares e restaurantes.
No fim da tarde de ontem, um ato reuniu comerciantes na praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba. Na semana passada, uma carreata com proprietários de bares e restaurantes cobrou uma atitude do prefeito Luciano Almeida (DEM) para que o decreto que prevê restrições ao funcionamento do comércio fosse revisto.
Em nota, o Governo do Estado informou que mantém canal aberto com todos os setores da economia e representantes de associações.
“O diálogo é constante e o Estado reconhece a gravidade da crise econômica global e os impactos no setor. Até o momento, já desembolsou quase R$ 2 bilhões de crédito pela Desenvolve SP, Banco do Povo e Sebrae para auxiliar empreendedores a atravessarem a crise. Desse total, cerca de 1,2 bilhão foi em giro e 600 milhões na forma de standstill, ou seja, na paralisação das parcelas nos empréstimos de clientes contratados antes da crise. Ressalta, ainda, que está estudando novas linhas de crédito para ajudar os setores mais afetados pela pandemia”.
Ontem, o Estado informou que as taxas de ocupação dos leitos de UTI estavam em 67,9% na Grande São Paulo e 68,5% no Estado. O número de pacientes internados era de 12.756, sendo 6.884 em enfermaria e 5.872 em unidades de terapia intensiva.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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