Início do ano: cuidado com o mosquito Aedes aegypti

Por edicao_jp |
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O início do ano é marcado pelo verão, a estação que muitos adoram e aproveitam para tirar férias e curtir com a família, mas é preciso ter consciência que junto deste período vem as chuvas e, consequentemente, o acúmulo de água em recipientes, sendo eles os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya.

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Pedro Vasconcelos, conversou com o Jornal de Piracicaba a respeito do mosquito Aedes aegypti e deu dicas de como prevenir a contaminação.

De acordo com o Vasconcelos, o vírus que fica encubado no mosquito Aedes aegypti circula no ar, porém, com o aumento do volume de chuvas no verão e o acúmulo de água, surgem muito mais mosquitos contaminados, aumentando assim a quantidade de doentes.

“O aumento da temperatura favorece a reprodução do mosquito, pois quando está frio ele leva de duas a três semanas a mais para se replicar”, comenta. Além disso, Vasconcelos explica que com o aumento da temperatura, a reprodução do mosquito é mais rápida: de uma semana a dez dias. “A temperatura e a umidade favorável se tornam muito melhor para o mosquito com os criadouros por conta das chuvas”, enfatiza.

Para prevenir a proliferação dos mosquitos, o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical orienta que é preciso realizar duas ações fundamentais contra a prevenção ao Aedes aegypti: a coletiva e a individual.

“A ação coletiva funciona com as autoridades municipais, estaduais e federais de saúde, porque o governo federal é o responsável por todo o sistema de saúde”, explica. Vasconcelos reforça que a ação coletiva contribui com toda à comunidade, sendo uma atribuição dos municípios e dos estados.

“As secretarias municipais e estaduais de Saúde devem tentar evitar os focos com fiscalização e combate por meio de larvicidas em lugares públicos e visitas nas residências”, comenta.

Segundo ele, a ação individual está atrelada ao cidadão particular, sendo que cada um pode fazer a sua parte dentro da sua própria residência. “As pessoas podem começar a fazer isso tapando os lugares com água, com tampa adequada para os lugares que são reservatórios”, orienta. Além disso, Vasconcelos reforça que existem outras formas individuais, como o uso de repelentes, inseticidas e larvicidas.

É importante realizar a ação individual para evitar a contaminação das pessoas do grupo de maior risco, sendo eles os maiores de 70 anos e os menores de 1 ano. Porém, ele enfatiza que todas as faixas etárias fazem parte do grupo de risco, mas é preciso de uma atenção maior para essas duas.

Vasconcelos explica as diferenças dos sintomas da dengue com a covid-19. “A dengue é uma doença que, de modo geral, evoluí com febre, dores nas articulações, dores musculares e muita dor de cabeça, além de mal-estar”.

De acordo com o médico, os sintomas da covid-19 no começo são semelhantes aos da dengue, no entanto, os sintomas do novo coronavírus englobam a perda de paladar e olfato, o que não ocorre com a dengue. Aliás, o médico explica que é raro acontecer à erupção cutânea na covid-19 e para finalizar “o quadro respiratório da covid-19 é muito mais exuberante do que na dengue, a não ser nas formas hemorrágicas da doença, que é quando ocorrem alterações pulmonares”, explica.

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical enfatiza que a dengue é, sim, uma pandemia mundial, que ocorre em mais de 100 países e que na América do Sul, sendo que o País mais prejudicado é o Brasil.

Isabella Ercolin

isabella.ercolin@jpjornal.com.br

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