55 tratores tomam as ruas em ato contra aumento

Por edicao_jp |
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O ‘tratoraço’ realizado ontem em Piracicaba reuniu entidades representantes do comércio, indústria, agronegócio e serviços. O ato contra as mudanças na cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) propostas pelo Governo do Estado contou com 55 tratores e 90 veículos, que se concentraram pela manhã na Estação da Paulista e percorreram algumas ruas da cidade.

Na noite de quarta-feira, na véspera da manifestação que aconteceu em outras 195 cidades paulistas, o governador João Doria (PSDB) anunciou a suspensão das mudanças no ICMS para alimentos e medicamentos genéricos. A mudança nas alíquotas do imposto em 2021 e 2022 foi proposta em meados de agosto do ano passado, quando a pandemia do coronavírus estava em queda de 18,2% nas internações e de 17,2% nas mortes em comparação ao período de pico, registrado em meados de julho.

AÇÃO E REAÇÃO

“Ontem a noite tivemos a notícia que o governador ia revogar parcialmente o ICMS, porém nós queremos que seja total essa reversão por isso mantivemos o nosso ato”, afirmou o presidente da Coplacana, Arnaldo Bortoletto.

Segundo ele, a partir de agora todos estão no aguardo do posicionamento do governador de São Paulo e alertas para voltar às ruas até conseguir a reversão do decreto.

“Nós vamos estar de sentinela e toda vez que fizerem uma ação contra o nosso setor vamos estar de prontidão para esboçar uma reação”, afirmou.

Em Piracicaba, a manifestação teve apoio da Afocapi, Acipi, Sindirpi, Simespi e Sincomercio. A Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo foi responsável por integrar todos os municípios. A conversa iniciou com os representantes de cada entidade por meio dos grupos de mensagens e no final de dezembro em reunião via chamada de vídeo definiram que era necessário fazer um ato.

Estudo realizado pelo FGV Agro Centro de Agronegócio da (Fundação Getúlio Vargas) analisou os impactos do aumento do ICMS para a economia em São Paulo e na Região Sudeste como um todo. No estudo os pesquisadores afirmam que a medida pode mexer em produção e preços, chegando ao consumidor, além da redução do consumo, menos investimento nos setores e redução da massa salarial. “Para cada R$ 1,00 adicional de arrecadação, haveria uma queda de R$ 2,75 no consumo”, eles analisaram.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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