A quantidade de casos de covid-19 registrados em Piracicaba no feriado de Fim de Ano é 28% maior do que o verificado no Natal. De acordo com as informações da prefeitura, do dia 24 a 27 de dezembro foram 467 infectados e três mortes em decorrência do novo coronavírus. Do dia 31 de dezembro a 3 de janeiro, o numero de pacientes com diagnóstico positivo de covid-19 foi de 599, enquanto uma morte foi registrada no período.
Nesta segunda-feira (4) a cidade registrou mais 179 casos positivos, elevando para 22.907 doentes. Já o total de óbitos pela doença em Piracicaba é de 417.
O Estado de São Paulo registra nesta segunda-feira 46.888 óbitos e 1.473 milhão de casos confirmados do novo coronavírus.
Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 1.314 milhão de pessoas estão recuperadas, sendo que 157.722 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65% na Grande São Paulo e 62% no Estado. O número de pacientes internados é de 11.628, sendo 6.502 em enfermaria e 5.126 em unidades de terapia intensiva, conforme dados desta segunda-feira.
VARIANTE
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (4), os dois primeiros casos no Brasil da variante do novo coronavírus identificada inicialmente no Reino Unido.
A confirmação foi feita pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, referência nacional e vinculado à pasta estadual, após o sequenciamento genético de amostras encaminhadas pelo laboratório privado Dasa no dia 2 de janeiro de 2021.
Uma das pessoas com resultado positivo é uma mulher de 25 anos, residente em São Paulo e que se infectou após contato com viajantes que passaram pela Europa e estiveram no Brasil. Começou a apresentar sintomas no dia 20 de dezembro, com dor de cabeça, garganta, tosse, mal estar e perda de paladar, com PCR realizado em 22 de dezembro. O outro é um homem de 34 anos e a equipe de Vigilância Epidemiológica está investigando o histórico do caso, bem como local de moradia e sintomas.
Até o momento, não há comprovação científica de que esta variante inglesa encontrada no Brasil é mais virulenta ou transmissível em comparação a outras previamente identificadas - o comportamento de um vírus pode ser diferente em locais distintos em virtude e fatores demográficos e climáticos, por exemplo.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal-com-br
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