De acordo com o Anuário de Energéticos por Municípios do Estado de São Paulo 2020, divulgado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Piracicaba ocupa a 9ª posição do ranking das 15 cidades paulistas que mais consumiram etanol em 2019. De acordo com os dados divulgados nesta semana, a cidade consumiu 176,656 milhões de litros do combustível no período.
Quando comparados os números do consumo de derivados do petróleo, Piracicaba cai para penúltima posição no ranking, ficando em 14º lugar. Segundo os números apresentados pelo anuário, o município consumiu – no ano passado – 82,86 milhões de litros de gasolina automotiva, 414,050 mil litros de gasolina de aviação, 121,904 milhões de litros de óleo diesel e 19,650 mil quilos de GLP (gás liquefeito de petróleo).
O levantamento, feito com base em dados disponibilizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), indicou ainda que houve aumento de 17,2% no consumo de etanol hidratado em comparação a 2018, passando de mais de 9,9 bilhões de litros para mais de 11,6 bilhões de litros em 2019. Apenas na cidade de São Paulo o consumo saltou de mais de 2,2 bilhões para mais de 2,6 bilhões litros.
O estudo também mostrou que os derivados de petróleo representaram 48% do total de insumos consumidos pelos municípios paulistas em 2019. Já o consumo de eletricidade, etanol e de gás natural ficou em 26%, 14% e em 12% respectivamente. A Capital paulista ficou em 1º lugar em termos de consumo.
Na sequência, os maiores consumidores de etanol hidratado no Estado foram Campinas (378,2 milhões de litros), Ribeirão Preto (308,3 mi de litros), Guarulhos (270,3 mi de litros) e Sorocaba (252,1 mi de litros).
O subsecretário de Infraestrutura, Glaucio Attorre, enfatiza que o levantamento anual é uma ferramenta que pode ser usada por gestores municipais com a finalidade de fomentar a elaboração de políticas públicas em parceria com o Estado. “Esse material, ao mesmo tempo identifica os desafios tanto na oferta quanto na demanda de insumos necessários ao desenvolvimento regional”.
Ainda segundo técnicos da Coordenadoria de Energias Elétrica e Renováveis da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, os anos de 2018 e de 2019 apresentaram situações similares em termos energéticos devido entre outras razões, a pequena variação do Produto Interno Bruto (PIB), da inflação e da capacidade produtiva do Estado.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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