Morte de garoto: campo de futebol foi cedido à Associação Caldeirão

Por edicao_jp |
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O campo de futebol, no Jardim Tóquio, cuja trave quebrou e causou a morte de um garoto de 8 anos, foi cedido pela prefeitura à Associação Caldeirão Futebol Clube, que faz um trabalho com cerca de 500 crianças e adolescentes na cidade e é a responsável pela manutenção do espaço.

Na última sexta-feira 11, o menino teria se pendurado na trave, que quebrou e caiu em cima dele. Ele chegou a ser socorrido à UPA, mas não resistiu. A mãe do garoto, uma diarista de 29 anos, relatou à polícia que estava em seu serviço, quando recebeu uma ligação da babá de seu filho, relatando que o garoto brincava em um campo de futebol, quando houve o acidente e a trave caiu sobre ele e que estaria desmaiado. Quando a mãe chegou à UPA soube que seu filho estava morto.

Em nota, a associação enfatizou solidariedade a todos familiares do garoto. “Estamos todos abalados com o que aconteceu, respeitando o tempo da família”, cita nota. A Caldeirão atua na cidade desde 2011, com garotos em várias modalidades esportivas. Durante todo esse tempo, houve, somente, uma obra, onde foi realizado a construção do muro em volta do campo e a construção dos vestiários, que em menos de uma semana já estavam deteriorados. Em setembro de 2019, houve a concessão da prefeitura. No entanto, a associação não conseguiu verba pública. As primeiras medidas foram fechar a área do campo, com portões devidamente chaveados e custeados pela entidade, diretores e professores. Com a paralisação das atividades por causa da pandemia, foi observado o estado de conservação das traves, que corriam o risco de queda devido à ferrugem, o corte foi realizado e as mesmas foram deitadas e amarradas com correntes nos alambrados, a fim de evitar algum acidente.

A associação informou ainda que desde o fechamento da área foram registrados arrombamentos dos portões e cadeados, destruição dos vestiários, roubo de utensílios, crianças pulando o muro para brincar e moradores que utilizavam a área para suas caminhadas matinais reclamando da perda do espaço. Diante das várias reclamações, a Associação foi procurada por um morador que se voluntariou para abrir e fechar os portões em determinados horários para que a comunidade pudesse voltar a caminhar.

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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br

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