O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (10), em coletiva de imprensa no Instituto Butantan, o envase da Coronavac – vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac – pelo Butantan, que iniciou a produção do medicamento nesta quarta-feira. A Coronavac ainda está na terceira fase de testes, estágio em que a eficácia precisa ser comprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Nesta quinta-feira, a agência aprovou regras que autorizam o uso emergencial e em caráter experimental de vacinas contra o novo coronavírus. Dessa forma, a Anvisa poderá analisar pedidos de laboratórios e conceder ou não autorização temporária para aplicação de doses.
De acordo com o diretor do Butantan, Dimas Covas, a vacina passou a ser produzida nesta semana e a estimativa é que gradualmente, a produção diária chegue a 1 milhão de doses. Segundo ele, são 365 funcionários trabalhando sete dias. O custo unitário da dose de Coronavac é de U$ 10,30 ( R$ 52,48), segundo informou Covas. “Esse valor foi informado ao Ministério da Saúde, inclusive com envio de planilhas de custos”, afirmou.
FINAL DA PANDEMIA
Durante a coletiva, o governador João Doria (PSDB) criticou a declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) nesta quinta-feira, em Porto Alegre. Durante cumprimento de agenda presidencial, o presidente disse que o pais está ‘no finalzinho da pandemia’.
O secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, afirmou que falas como essas contribuem para que as pessoas circulem sem preocupação com o coronavírus, colocando em risco a população e o sistema de Saúde.
O coordenador do Centro de Contingência Covid-19, José Medina, informou que no 1º pico da doença, foram três meses para que os casos saltassem de 20 mil para 40 mil e, no 2º pico – iniciado em novembro, esse salto ocorreu em menos de um mês.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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