Piracicaba vai ver dois fenômenos astronômicos no mês de dezembro

Por edicao_jp |
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Um fenômeno astronômico que não acontece desde a Idade Média poderá ser observado no dia 21 de dezembro de Piracicaba, informa Nelson Travnik, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba, logo após o pôr do Sol: a proximidade entre Júpiter e Saturno fará com que esses dois corpos celestes pareçam um planeta duplo.

Segundo o astrônomo, antes, pessoas da cidade ainda poderão ver um eclipse solar, que acontece no dia 14 deste mês. “Será parcial aqui na região de Piracicaba. A visibilidade será de aproximadamente 43%, mas será total no Chile e na Argentina”, conta Travnik, que tinha planos para acompanhar este eclipse no exterior, mas permanecerá no Brasil, e em casa, devido à persistência da pandemia da covid-19. O eclipse vai começar por volta das 15h.

Quanto ao fenômeno principal de dezembro, o do dia 23, se trata de uma “conjunção planetária”, explica o astrônomo. A proximidade entre os dois planetas já está ocorrendo e, entre os dias 16 e 25 de dezembro, a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro de lua cheia.

Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia. “Serão dois planetas bem visíveis, como duas estrelas muito brilhantes, aparentemente bem próximas vistos daqui, apesar de quilômetros de distância no espaço”, ressalta Travnik.

A conjunção aparecerá baixo no céu ocidental por cerca de uma hora após o pôr do sol todas as noites e é excepcionalmente rara por causa da maior proximidade entre eles. “O primeiro e até agora único registro do fenômeno é um pouco antes do amanhecer de 4 de março de 1226”, afirma o astrônomo. A próxima vez que esse vento ocorrerá será no dia 15 de março de 2080. Depois, só depois do ano 2400.

Apesar de raros, infelizmente não poderão ser vistos com mais clareza pelas lentes do Observatório Astronômico de Piracicaba, que permanece fechado, como ressalta Travnik, sem previsão de reabertura. “Todas pessoas querem encostar os olhos no ocular do equipamento para se ter uma visão melhor, não é mesmo? O risco de contágio da covid-19, por meio do globo ocular, é enorme”, enfatiza.

Erick Tedesco

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