Que preço você está pagando?

Por José Faganello |
| Tempo de leitura: 2 min

Nos anos de 1980, uma banda famosa chamada “Engenheiros do Hawaii”, liderada por Humberto Gessinger, cantava uma música que dizia: “A dúvida é o preço da pureza”. Sim! Alguns paradoxos iluminam; oras, quanto menos dúvida temos, mais vulneráveis somos, aliás, menos sabemos! A pior prisão é a emocional e ela acontece quando nos fechamos para o conhecimento.

Dinael Campos, um grande amigo meu de infância, hoje Doutor em Psicologia, autor de vários livros espetaculares e, acima de tudo, um ser humano de um conteúdo e, ao mesmo tempo, de uma simplicidade impressionante, numa amizade que encontra alimento extremamente saudável em encontros-terapia que fazemos constantemente, onde nos fortalecemos e crescemos - dentre tantas riquezas - me contou certa vez uma história que compartilho aqui com meus leitores.

“Um turista queria muito visitar um grande rabino. Um dia conseguiu esta visita. Quando entrou na casa do rabino, observou que lá havia apenas duas cadeiras, uma estante e alguns livros. O turista, então, perguntou ao rabino: ‘Mas rabino, onde estão suas coisas?’ O rabino respondeu com uma pergunta ao turista: ‘E onde estão as suas coisas?’ O turista, então, exclamou: ‘Mas eu estou aqui de passagem’! E o rabino finaliza: ‘Eu também!’”

Reflita nesta história tão real para todos nós, seres humanos, sem exceção…
Uma frase que li recentemente, com descrição de autor desconhecido, diz com muita sabedoria: “Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada e, no meio do intervalo entre a vida e a morte, brigamos por aquilo que não trouxemos e não levamos”.

“Sorria, você está sendo manipulado”. Tenho uma profunda admiração por pessoas que rompem com isso. Por dois motivos: 1) Mostram que são livres; 2) São sábias, porque sabem que a liberdade é o único caminho para a felicidade e ela nada tem a ver com fazer o que se quer!

“Despertar” é o primeiro passo para uma vida nova. Daí para frente é só utilizar as ferramentas certas para um pleno desenvolvimento emocional e, consequentemente, para uma vida destravada e feliz. Como disse Jung: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro, desperta”. Não é fácil olhar para dentro, então, muitos acham melhor “desviar” o olhar com o que a rotina e a sociedade oferecem… Caminho destrutivo.

Dependência gera apego e apego gera escravidão. O que realmente é importante? Acumular? Não perdoar? Ter ou ser? Viver ou existir?

Considerando que, além de tudo, há um legado a deixar, seus desejos e pensamentos estão alinhados em viver adequadamente aqui e, ao mesmo tempo, deixar exemplos de uma vida digna a quem ficar?

Sucesso, felicidade e bem-estar estão ligados a valores consistentes, vindos da sua essência? Que estrutura você teria se perdesse hoje algo que gosta muito? O que tem “valor” para você conseguirá também ter a força necessária para sustentar os anseios do seu verdadeiro eu quando ele aparecer? Você se conhece mesmo?

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