Ao menos três regiões de Piracicaba, na análise da Semuttran (Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito), têm pontos de lentidão no trânsito em determinados horários do dia e demandam, a médio prazo, mudanças nos respectivos sistemas viários. De acordo com o secretário da pasta, Jorge Akira, estes gargalos acontecem na região de Santa Terezinha, do Bonge e no acesso à Laranjal Paulista, no entorno do Campestre. “Cresceram muito em população e, consequentemente, cresceu o volume de veículos nestas áreas”, ele destaca.
A forma como o poder público pretende promover mudanças, isto é, um raio-X das regiões, no entanto, só devem ser planejadas após a regulamentação do novo PDM (Plano Diretor do Município) – aprovado em 2019 e que entra em vigor em dezembro.
Para Bruno Grisotto Vello, membro do Observatório Cidadão de Piracicaba e analista de políticas públicas do Imaflora, qualquer mudança depende do governo municipal, seja o atual do prefeito Barjas Negri, ou o que eventualmente assumirá o Executivo por mais quatro anos a partir de 2021, encarar o desafio de escolhas.
“Piracicaba, hoje, sofre com a falta de incentivo público para um uso mais expressivo e consciente do transporte coletivo e sofre também com uma integração falha dos meios de transporte”, comenta Vello. Ele cita, por exemplo, a ausência de locais para guardar bicicletas nos Terminais de Integração de ônibus.
Pensar na mobilidade urbana e nos modais, no entendimento do analista, é essencial para vislumbrar nos próximos anos uma Piracicaba com trânsito menos caótico e tomada por automóveis. “A cidade não tem faixas obrigatórias, apenas opcionais, e a saída é ter estas faixas exclusivas para ônibus ou bicicletas. Para reordenar será preciso fazer escolhas. Se o poder público pretende promover mudanças no trânsito, uma das soluções será, por exemplo, fazer corredores exclusivos para ônibus em grandes avenidas.
Erick Tedesco