No dia em que celebrou 130 anos da memória do escritor piracicabano Thales Castanho de Andrade, a APL (Academia Piracicabana de Letras) entregou diploma – que leva o nome do célebre autor – a três crianças, expoentes, no entendimento do grupo, no envolvimento logo cedo com a cultura. A cerimônia aconteceu na última terça-feira (15), na sede da APL, com poucos integrantes do grupo, os homenageados e com a presença de Rosângela Camolese, titular da SemacTur (Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo).
Tiago Guarnieri Betti, de dez anos, recebeu o diploma porque, segundo registrados da biblioteca do Colégio Dom Bosco (onde estuda desde 2013), já leu mais de mil livros e está escrevendo um. O contato com a obra de Thales é recente, mas foi marcante. “Eu não conhecia, mas quando ganhei os livros ‘A filha da floresta’, ‘Bem-te-vi feiticeiro’, ‘El-Rei Dom Sapo’ e ‘Fim do Mundo’, fiquei curioso com os títulos, que chamaram minha atenção”, ele conta.
Para Tiago, os livros são fáceis de ler e ‘prendem’ o leitor devido aos temas explorados por Thales. Além disso, ele e a mãe, Alessandra Guarnieri Betti, mantém uma conta no Instagram sobre livros que leram juntos: instagram.com/livros_inesqueciveis.
Outro premiado é Heitor Barbosa Previtalli, indicado pela Biblioteca Municipal por ser assíduo frequentador do espaço. Ele tem 14 anos. “Pego livros desde pequeno com minha mãe, aproximadamente com uns 2 ou 3 anos de idade, quando a biblioteca era perto da praça da catedral”, lembra.
Durante a quarentena, Heitor destaca as leituras de “O menino do pijama listrado”, de John Boyne, e “A ladeira da saudade”, de Ganymédes José, e lamenta que o isolamento social diminuiu as idas à biblioteca. “Era uma forma de fugir dos eletrônicos e me focar em uma boa leitura”, lamenta o menino.
O diploma também foi entregue à Ana Clara de Negri Kantovitz, de 13 anos, por ter se destacado como ilustradora de livros infantis. “Sempre gostei de artes em geral. Faço teatro desde pequena e sempre gostei de desenhar. Sobre as histórias do Thales de Andrade, meu avô me contava as histórias do Agapito para eu dormir”.
Erick Tedesco