C
ansada
de ser ameaçada de morte, uma auxiliar de cozinha de 31 anos decidiu
denunciar seu ex-marido, que constantemente a ameaçava de morte.
Apesar de separados, eles ainda vivem na mesma casa, no Pauliceia. Na
noite desta quinta-feira (10), ambos discutiram porque o acusado, um
repositor de 30 anos, mandou que a ex cozinhasse para ele, mas a
mulher se negou. O homem teria afirmado que não iria agredi-la para
deixar marcas, mas sim sequelas. A vítima conseguiu correr para a
casa de uma vizinha e em seguida, a Guarda Civil foi acionada. O
agressor foi detido e encaminhado ao plantão policial, ele foi
autuado em flagrante pelas acusações de ameaça e violência
doméstica. O repositor ficará preso até ser apresentado ao plantão
policial.
A vítima informou à GC, que foi casada com o repositor por cinco anos e possuem um filho de e anos. Nos últimos meses, ele teria ficado mais violento e teria agredido-a outras vezes e por isso decidiu pela separação. No dia 28 de agosto deste ano, ela teria sido agredida pelo ex, oir conta de sua intenção do final do relacionamento. Ela procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher para registrar um boletim de ocorrência contra o ex. No entanto, na noite desta quarta, o ex-casal discutiu novamente diante da recusa da vítima aceitar cozinhar para o ex-marido. A mulher conseguiu escapar do suspeito e procurou a ajuda de uma vizinha.
Após a Guarda ser acionada, o repositor foi detido ainda no interior da casa. No plantão policial, o acusado permaneceu em silêncio e limitou-se a dizer apenas que não agrediu ou ameaçar sua esposa. Alegou que tudo não passou de uma discussão. Disse ainda que não possui arma de fogo e não tem advogado constituído.
O delegado plantonista Airton Jaguanharo Correa pediu na Justiça que a prisão em flagrante fosse convertida em preventiva.
Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br