Mãe e filho morrem em acidente causado por empresário embriagado

Por edicao_jp |
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Um acidente entre dois carros matou mãe e filho, na avenida Armando Salles de Oliveira, na área central de Piracicaba, na madrugada deste domingo (23). Vilmar Alves Moura, 52 e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, eram passageiros do Fiat Uno, conduzido pelo seu marido, o motorista R.A.M., de 52 anos. O carro da família foi atingido pelo Toyota Corolla (blindado), dirigido em alta velocidade, por um empresário de 36 anos, que estava alcoolizado, segundo a Polícia Civil. Ele foi preso em flagrante sob acusações de embriaguez ao volante e homicídio culposo (sem intenção). Já o motorista R. foi socorrido ao Hospital Fornecedores de Cana, mas seu estado de saúde não foi informado.

Família estava no Fiat/Uno (Foto: Apoio Polícia Militar)

Segundo o boletim de ocorrência, o acidente ocorreu aos 58 minutos da madrugada. O veículo Toyota Corolla conduzido pelo empresário, trafegava em alta velocidade na avenida Armando Sales de Oliveira, quando colidiu com o veículo Fiat Uno Mille da família.

Empresário dirigia um Corolla blindado (Foto: Apoio Polícia Militar)

Duas testemunhas do acidente foram as primeiras a chegar ao local, prestaram socorros as vítimas e também conseguiram evitar que o empresário saísse do local do acidente, pois estava em aparente estado de embriaguez. Um passageiro do Corolla passou por atendimento médico e foi ouvido em depoimento.

Mãe e filho morreram no local (Foto: Apoio Polícia Militar)

A Polícia Militar realizou exame de etilômetro (bafômetro) no motorista do Corolla, que resultou em 0,79 mg de álcool por litro de ar alveolar. A atual legislação tolera menos que 0,05mg. O delegado plantonista Gillys  Esquitini Scrocca esteve no local do acidente, acompanhado dos peritos do IC (Instituto de Criminalística). Os veículos foram formalmente apreendidos em auto próprio, conforme Guia de Recolhimento apresentada pela Polícia Militar. Requisitou-se, ainda, exame para constatação de lesão corporal necroscópico e químico toxicológico às vitimas fatais, além de exame para constatação de lesão corporal ao condutor do Fiat/Uno, ao passageiro do Toyota/Corolla e no empresário.

Motorista do Fiat/Uno foi levado ao HFC (Foto: Apoio Polícia Militar)

Levado ao plantão policial, o empresário foi autuado em flagrante. De acordo com o delegado, ele não deu muitos detalhes sobre o ocorrido. "O indiciado disse que teve um apagão e não se recordava do acidente", disse Scrocca.

O delegado também pediu na Justiça a conversão da prisão em flagrante pela preventiva, justificando que indiciado praticou homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, em estado de embriaguez, colocando em risco a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Considerando, ainda a gravidade dos fatos e as condições pessoais do empresário. Após contato com Centro de Monitoramento Eletrônico de Piracicaba sobre as imagens do acidente, a autoridade policial foi informada que não havia câmeras de monitoramento naquele local.  

O empresário ficou preso até ser apresentado à audiência de custódia. Ele não teve direito à fiança. "No meu entendimento jurídico, o indiciado estava sob efeito de álcool, além da imprudência, pois testemunhas oculares disseram que estava em alta velocidade. Para tanto , não fazia "jus" a fiança. Além do mais representei ao juiz pela prisão preventiva. Destruiu uma família com sua conduta", enfatizou o delegado.

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