Após um ano e quatro meses desde que foi anunciado, chega ao fim a passagem do atacante Alexandre Pato ao São Paulo. O atleta havia chegado como esperança de gols da equipe para vencer jogos e voltar ao caminho dos títulos e foi festejado pela torcida em razão do sucesso de sua primeira passagem pela equipe, entre 2014 e 2015. Agora, após uma passagem fraca e sem brilho, dificilmente Pato voltará a vestir a camisa do único brasileiro tricampeão mundial novamente.
O jogador chegou ao Tricolor pela primeira vez em 2014, após ser emprestado pelo rival Corinthians, que ficou com o meia Jadson na negociação. Em 98 jogos, Pato balançou as redes 38 vezes, uma média de 0,36 gols por jogo (ou um gol a cada 185 minutos), ajudando a equipe a ser vice-campeão brasileiro. Após o fim do empréstimo, o atacante voltou ao Timão.
Após passagem por Chelsea-ING, Villarreal-ESP e Tianjin Quanjian-CHI, o atleta voltou em março do ano passado, dizendo que escolheu o São Paulo pelo carinho em sua última passagem. “A minha escolha pelo São Paulo foi por amor. Me receberam de braços abertos, me abraçaram tão forte que falei que esse abraço me marcou. Minha escolha foi pelo legado que tive, pelo carinho dos torcedores. É um amor que não tenho como explicar”, disse Pato, em sua chegada.
A euforia rapidamente virou frustração e decepção da torcida, que percebeu que Pato não era o mesmo de sua primeira passagem. “Ele entrou fez alguns gols, mas foi muito abaixo do que esperávamos. No ano passado ele fez apenas cinco gols em todos os campeonatos e neste ano apenas quatro. Dava pra perceber que ele não tinha comprometimento com o time, estava abaixo, não se esforçava e nem tentava”, disse o estudante e torcedor do São Paulo, Rodrigo Ribeiro.
Como lembrou o torcedor, os números de Pato caíram drasticamente em relação a primeira passagem, já que fez 35 jogos e apenas nove gols, com uma média 0,25 gols por jogo. “Mesmo jogando fora de posição (era ponta, mas jogou como centro-avante para suprir uma carência no elenco) ele poderia ter se esforçado um pouco mais, ter tido mais garra em campo. Fez alguns jogos bons, mas muito abaixo do que ele pode render”, completou Ribeiro.
Por fim, Pato, que tinha o segundo maior salário do elenco (atrás apenas de Daniel Alves) deixa o São Paulo com 133 jogos, 47 gols marcados (médias de 0,35 gols por jogo e um gol a cada 203 minutos), nenhum título conquistado e com a imagem manchada com a torcida. “Me decepcionei com essa passagem, esperava muito dele. O que restava mesmo a se fazer era a rescisão de contrato, já que ele ganhava R$ 1milhão por mês para ser apenas a terceira ou quarta opção de banco”, completou Ribeiro.
Mauro Adamoli