Há cinco meses, a dona Maria José Gomes, 65, moradora do Santa Teresinha, tem problemas com um dos filhos, que é agressivo. Na última semana de julho acionou o Samu e o levou à UPA da Vila Sônia, onde foi medicado, mas não dormiu e queria deixar o local. Ao tentar levá-lo de volta ao hospital, Maria José foi empurrada e caiu, quebrando o braço direito. Com renda de um salário-mínimo como pensão do marido que já faleceu, conta que passa necessidades e precisa de ajuda.
Segundo Maria José, após a queda precisou passar por cirurgia para colocar placa de platina e pinos no braço. Os antibióticos e remédios para dor acabaram na terça-feira (11) e há três meses não consegue quitar as contas de água e de luz. Ela mora de aluguel e também precisa de alimentos. Quem estiver disposto a ajudá-la o contato é (19) 98193-6372.
Ela conta que o filho não era assim, que mudou “de repente” e que os médicos dizem que ele está com transtornos mentais. “A gente descobriu um dia desses que ela fumava maconha, só que se ele usa outras drogas, não dá para eu saber. O médico do pronto socorro diz que ele está com distúrbio mental”, conta.
Segundo Maria José, com receio da agressividade do irmão, o outro filho se distanciou da casa da mãe, que está sozinha. “Eles quiseram que ele fosse preso, mas eu não tenho autoridade para colocar preso. Eu saí de alta na sexta, no sábado veio um oficial de justiça com a medida protetiva, colocou em ele no carro, mas ele voltou”, relata.
Maria José relata que não tem condições de internar o filho. “É R$900 por mês, eu não tenho como colocar ele lá a força”, enfatiza.
Andressa Mota