Piracicaba registrou, nos últimos sete dias, aumento de 17% no número de mortes por covid-19. No mesmo período, as internações hospitalares pela doença aumentaram 7% o que elevou a taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), na cidade, a 80%.
Diante dessa situação, o município é avaliado como estável e requer cuidados, segundo avaliação do Governo do Estado.
Os dados de Piracicaba e de outras regiões paulistas foram apresentados ontem pelo governo. Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico Patrícia Eller, por conta das estatísticas a cidade está na fase 1 (vermelha). Hoje, o governo deve apresentar a avaliação semanal.
Ontem Piracicaba registrou mais seis mortes pela covid-19, aumentando para 197 vítimas fatais. O total de novos casos desta quinta-feira foi de 154, totalizando 7.674 infectados.
MORTES NO ESTADO
Nesta quinta-feira o Estado de São Paulo registrou 22.710 óbitos e 529.006 casos confirmados do novo coronavírus.
Entre o total de casos diagnosticados de covid-19, 349.287 pessoas estão recuperadas, sendo que 67.799 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 62,9% na Grande São Paulo e 65,1% no Estado. O número de pacientes internados é de 12.263, sendo 7.164 em enfermaria e 5.099 em unidades de terapia intensiva.
Ontem, dos 645 municípios, houve pelo menos uma pessoa infectada em 640 cidades, sendo 466 com um ou mais óbitos.
Em junho, o Estado superou a marca de 20 mil diagnósticos por dia; em março, o balanço era de 900 exames diariamente
1,7 MILHÃO DE TESTES
O Estado de São Paulo já realizou mais de 1,7 milhão de exames para diagnóstico do novo coronavírus e ampliou em mais de vinte vezes a produção diária de testes.
O balanço apresentado ontem aponta 1.788.185 exames processados até o dia 27. Desse total, 26,7 mil foram realizados em março; 119 mil em abril; 369,1 em maio; 691,6 mil em junho.
Ainda preliminar, o número de 576,3 mil exames realizados em julho segue a tendência de crescimento, reiterando a expansão da testagem em conformidade com as estratégias do Governo do Estado.
São Paulo processa 20 vezes mais testes por dia em comparação à fase inicial da pandemia, com aumento gradativo a cada mês. Em março, a média diária era de 900 exames, sendo quadruplicada já em abril, com 3,9 mil por dia.
Em março passa a ser três vezes maior, com 12,3 mil testes diariamente. No mês de junho, o balanço atualizado ultrapassa 23 mil exames, com a expectativa de pelo menos manutenção desta média após consolidação de julho - hoje, a média preliminar é de 21,3 mil por dia, mas o abastecimento segue em curso com a inserção dos dados enviados à Saúde pela iniciativa privada.
"A testagem é essencial para rastrear e monitorar o andamento da pandemia. Estamos trabalhando para ampliar cada vez mais esse trabalho a fim de registrar os casos de forma mais rápida e isolar o vírus", comentou o coordenador de Controle de Doenças e do Centro de Contingência, Paulo Menezes.
TESTAGEM EM MASSA
A proporção dos tipos de testes utilizados demonstra que a cada dez diagnósticos, seis são realizados por meio de RT-PCR (transcriptase polimerase), cerca de três por teste rápido e um por outros métodos. Em março, apenas o PCR era realizado.
"Estamos concentrando todos os esforços para que ninguém fique sem assistência. A testagem em massa é uma conquista que está em constante aprimoramento", disse o Secretário Executivo de Estado da Saúde, Eduardo Ribeiro Adriano.
A testagem em massa auxilia na condução das estratégias para reduzir a transmissão do coronavírus. A partir do momento em que um paciente tem um diagnóstico positivo, ele é isolado.
Soma-se a isso o monitoramento das pessoas com quem ele teve contato, contribuindo para a identificação de novos casos suspeitos.
Beto Silva