Advogado que teria levado droga para menor da Fundação Casa é preso

Por edicao_jp |
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Atualizado em 09/07/2020 às 17h49

Delegada Juliana Ricci, da Dise/Deic apura o caso (Amanda Vieira/JP)

Um advogado acusado de levar drogas para adolescentes da Fundação Casa foi detido no interior da unidade. Ele foi conduzido à sede da 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais). O defensor do profissional não foi localizado pela reportagem.

Um advogado foi preso após ser acusado de levar uma porção de maconha para um adolescente custodiado na Fundação Casa, na manhã desta quinta-feira (9). O profissional foi levado pela Polícia Militar à sede da 2a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais. Ele foi autuado em flagrante sob acusação de tráfico de drogas, com o agravante de ter ocorrido dentro de um estabelecimento prisional e relacionado à adolescente. O profissional permaneceu preso até ser apresentado à audiência de custódia. Além de estar acompanhado de seu advogado pessoal, ele foi acompanhado pela Comissão de Prerrogativas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A delegada Juliana Ricci, da Dise/Deic disse que os funcionários da Fundação Casa surpreenderam o adolescente, que foi surpreendido com droga, após ser entrevistado pelo advogado.

“Os funcionários da unidade já tinham revistado o adolescente, que estava custodiado por decisão judicial na unidade. Nada de ilícito foi localizado, no entanto, após retornar de sua entrevista com o profissional foi novamente revistado, e desta vez, surpreendido com a droga. Constataram que quem teriam fornecido a droga seria o profissional”, afirmou a delegada.

O presidente da subseção da OAB de Piracicaba, Jefferson Luiz Lopes Goularte disse que o papel da OAB não foi realizar a defesa no processo do profissional, pois ele contratou um advogado para atuar no mérito do processo. “A OAB atua institucionalmente na garantia dos direitos das prerrogativas do advogado, garantindo que não haja constrangimentos, na condução dos ditames legais, encerrando toda a nossa participação interna sem dar opinião sobre os fatos”, ressaltou o presidente. “Ele estava acompanhado do nosso presidente da Comissão de Prerrogativas. Guilherme Mônaco”, completou Goularte.

Segundo ele, a suposta atuação do advogado foi um ato isolado e pessoal. Sendo assim, não estaria ligado a atividade do advogado no exercício de sua profissão.

Cristiani Azanha

crisazanha@jpjornal.com.br

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