Muitas empresas veem as crises como ameaças que possam derrubá-las. Por outro lado, as mais visionárias se concentram no longo prazo objetivando um resultado final positivo. Assim, criam estratégias, buscam caminhos e traçam planos para alcançá-lo. O contexto atual, caracterizado pela pandemia, já mostra sinais, embora fracos, de mudanças de demanda e novas necessidades do mercado consumidor. É importante que as empresas saibam analisá-los e interpretá-los a fim de florescer durante a crise. Para saírem à frente dos concorrentes, devem ter como meta a elaboração de planos de transformação a longo prazo. As oportunidades em situações de catástrofe exigem mais dos líderes, uma vez que estes precisam olhar para o futuro, antecipar-se e atender às novas necessidades dos clientes, mudar suas estratégias e organizações, bem como trabalhar a cultura organizacional. Se as estratégias de marketing já vinham mudando fortemente nos últimos anos, depois da pandemia novos modelos de negócio, novas formas de falar, ouvir e se comunicar exigirão um marketing focado em marcas com propósito, em posicionamento e numa competição maior, para assegurar a atenção dos clientes. Neste texto, convido o leitor a acompanhar as possíveis estratégias de marketing que devem ser trabalhadas em 2020. A primeira delas refere-se a utilizar-se da ação para adotar a customer experience – experiência entre cliente e empresa. A segunda edição da pesquisa global Deliver the CX They EXpect: Customer Experience Trends, da Acquia, mostrou a importância da experiência com o cliente ao apontar que 80% das marcas que conhecem melhor seus clientes ganham sua lealdade. Desse modo, não basta vender e convencer o consumidor a comprar, visto que ele busca mais experiências, segurança e facilidades em suas compras. É necessário capacitar os profissionais da empresa, para que mergulhem no contexto dela, e isso faz com que os clientes tenham boas experiências ao fazer negócios com a organização. Todo líder sabe o quanto é desafiador encontrar o profissional ideal, integrá-lo à cultura organizacional da empresa e focar na jornada do cliente. Outra estratégia diz respeito ao boom das pesquisas por voz e redes nos últimos anos, como Instagram e Pinterest, as quais apontam que 91% dos consumidores preferem conteúdo interativo e visual em vez de mídia estática, baseada em texto. É importante adotar primeiramente estratégias visuais como fotos, infográficos e animações, visto que agregarão diferentes valores ao marketing. Pelo menos 33% do nosso cérebro é dedicado ao processamento da visão. O que enxergamos é processado no cérebro muito mais rápido do que as coisas que percebemos por meio de outro sentido. O mundo virtual, cada vez mais conectado, com uma quantidade absurda de informações geradas todos os dias e repleto de fake news, faz com que as empresas revejam suas ações para chamar a atenção dos consumidores virtuais. Nesse sentido, devem mostrar a informação, a opinião e a qualidade como diferenciais obrigatórios para impulsionar suas vendas nas redes sociais, pois, com o excesso de mensagens falsas, é preciso redefinir em qual canal nas redes sociais sua empresa deve estar para não ser associada a tais mensagens. Além disso, verifica-se cada vez mais o aumento das consultas de pesquisas baseadas em voz. Nos EUA, um quarto das residências que possuem Google Home, Amazon Echo ou outro alto falante inteligente usa o recurso para conversar com as empresas. No caso do Brasil, um país que apresenta baixos índices educacionais, essa tecnologia vem ao encontro da dificuldade de o usuário expressar-se por meio da escrita. Esse momento de mudança, aliado à tecnologia, exige que se repensem as ações de marketing, para que as empresas melhorem seus serviços, sua experiência, seu reconhecimento e a reputação de sua marca e, consequentemente, sua receita.
08 de julho de 2026
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