Saúde fez teste de covid-19 em menos de 1% da população de Piracicaba

Por edicao_jp |
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De acordo com dados divulgados pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde) à reportagem do Jornal de Piracicaba, até o dia 29 de abril a pasta havia realizado 300 testes para covid-19. Desses, segundo a Secretaria de Saúde, 196 foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz para pesquisa do vírus nas secreções nasais e 104 foram testes rápidos.


Esta quantidade representa 0,07% dos piracicabanos, se considerar a estimativa de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que a cidade tem a população de 404.142 pessoas. Para se ter uma ideia, no Brasil, de acordo com a Worldometers, é feito 1.500 testes por milhão de habitantes, enquanto que os Estados Unidos fazem 19.270 testes por milhão de habitantes.


A orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que sejam realizados testes em massa na população, mas em todo o País a subnotificação de casos da covid-19 é um desafio enfrentado no combate à proliferação da doença. O Ministério da Saúde e demais esferas do governo estadual e federal trabalham para conseguir realizar mais testes, principalmente em profissionais da saúde.


Pela Portaria 480/2020 do MS, a União destinou em média R$2,00 para cada habitante dos municípios do País. Já pela resolução 41 de 27 de março de 2020, da Secretaria Estadual de Saúde, Piracicaba recebeu, em média, R$10,00 per capta. Este recurso deve ser usado pela prefeitura no combate ao coronavírus.


O infectologista e diretor do DRS-10 (Departamento Regional de Saúde de Piracicaba), Hamiltom Bonilha, informou que os testes rápidos enviados pelo MS chegaram a São Paulo e devem estar em Piracicaba até 6 de maio. Esses serão feitos em profissionais da saúde, segurança pública, indivíduos de convívio dessas pessoas que apresentem sintomas e pessoas acima de 60 anos que residam em asilos, tenham comorbidades e sintomas gripais.


Bonilha explica a importância da testagem do maior número de pessoas possível. “Com o isolamento social e também a testagem do maior número de pessoa é possível fazer um mapeamento epidemiológico da cidade e quais os bairros que têm maior número de caso”, relata.


O infectologista conta que são três os tipos de testes realizados para diagnosticar a covid-19. O mais seguro, segundo Bonilha, é o que pesquisa a existência do vírus nas secreções nasais do paciente. Este deve ser realizado entre o 3o e 7o dia que o paciente apresentar os sintomas. De acordo com Bonilha, além do Adolfo Lutz, outros 48 laboratórios também têm convênio e fazem para o SUS.


Por sua vez, os testes rápidos – que ficam prontos em até 30 minutos, devem ser realizados a partir do 8o dia dos sintomas. Este tipo de exame detecta a imunoglobulina M (IGM) ou imunoglobulina G (IGG), que são anticorpos contra a covid-19.

Andressa Mota
andressa.mota@jpjornal.com.br

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