Em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o diretor técnico da F1 (Fórmula 1), Ross Brawn, sugeriu que a edição 2020 do Circuito Mundial tenha início em julho, na Europa. “Em razão do encurtamento do calendário a previsão é a temporada deste ano tenha 18 ou 19 rodadas”, disse o dirigente britânico, quem também sinalizou a possibilidade das corridas ocorrerem sem a presença de público. “A nossa opinião é que seja favorável o começo na Europa e que pode até mesmo ser um evento fechado. Poderíamos ter um ambiente controlado, onde todos fossem testados, para que não haja riscos para ninguém’, completou.
De acordo com o planejamento oficial da competição, a temporada iniciaria em Melbourne (Austrália), no dia 15 de março e encerraria após 22 rodadas no total. Porém, o Grande Prêmio (GP) de Melbourne foi cancelado devido à propagação da covid-19. Além da corrida de abertura, outras oito já foram adiadas ou extintas pelo mesmo motivo. É o caso dos GPs do Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha, Mônaco, Azerbaijão e Canadá.
O dirigente mencionou ainda o número mínimo de corridas possíveis em uma temporada, levando em conta o estatuto da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). “Oito corridas é o mínimo que podemos ter em um campeonato mundial…Então, se for estipular um limite para começar, seria outubro”, alertou.
Atualmente a temporada de 2020 da Fórmula 1 está planejada para começar no dia 28 de junho no GP de Castellet, na França. Além da corrida francesa, mais 12 circuitos ainda não sofreram alterações: Áustria (5 de julho), Reino Unido (19 de julho), Hungria (2 de agosto), Bélgica (30 de agosto), Itália (6 de setembro), Singapura (20 de setembro), Rússia (27 de setembro), Japão (11 de outubro), Estados Unidos (25 de outubro), México (1º de novembro), GP de Interlagos, em São Paulo (15 de novembro) e Emirados Árabes (29 de novembro).
A edição deste ano da F1 seria a com mais corridas na história, com 22, uma a mais em relação aos dois anos anteriores. Caso a organização confirme apenas as 13 corridas agendadas no momento, seria a temporada mais curta desde 1972, quando contou com apenas 12 circuitos e teve como grande campeão o brasileiro Emerson Fittipaldi.
Será a terceira vez seguida em que a temporada da F1 não terá nenhum piloto brasileiro. O último representante do país foi Felipe Massa, quando correu pela equipe britânica Williams Martini Racing, ficando em 11º lugar em 2017. O atual tricampeão é o britânico Lewis Hamilton, que buscará o tetracampeonato consecutivo (2017, 2018 e 2019) e o seu sexto título em sete anos (foi bicampeão em 2014 e 2015), além de ter sido campeão na temporada de 2008. O alemão Nico Rosberg ficou com o outro título (2016) no período.
Mauro Adamoli, com informações da Agência Brasil