Chef Will continua ajudando famílias carentes nesta quarentena

Por edicao_jp |
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O jogador de basquete Willian Evangelista, o Will, também é chef de cozinha, tendo o carinhoso apelido de Chef Will. Com a temporada esportiva suspensa em razão da pandemia do coronavírus (Covid-19), Will teve que deixar uma das paixões de lado momentaneamente. Desde o começo do ano passado, Will promove o Torneio Cooking, na qual pede que os atletas participantes doem alimentos, prática que decidiu intensificar durante a quarentena.

“Já fazia um trabalho antes desta pandemia, o Cooking, em que nos torneios específicos arrecado uma quantidade maior de alimentos e faço a distribuição para as famílias ou instituições que precisam. Neste momento, intensifiquei essa prática, com o objetivo de direcionar as famílias, amigos e principalmente para quem realmente precisa, já que passamos por momentos difíceis e acho que o pior ainda está por vir”, explicou o atleta.

Will possui uma empresa de comida saudável, na qual faz marmitas e vende, porém, neste caso, decidiu doar alimentos. “Com isso, a pessoa tem a opção de guardar o alimento, já que não sei se comerá em mais de uma refeição, dando a opção de preservar durante mais tempo. Entregando semi-pronto acho até que o alimento irá render mais”, detalhou.

A iniciativa de Will surgiu logo no começo de março, quando a quarentena no Brasil ainda não tinha data para começar. “Fiz o meu último “Cooking” no dia 8 de março, logo na sequência o assunto da quarentena tomou conta dos noticiários e desde então estou me preparando para guardar os alimentos com o objetivo de ajudar as famílias que realmente precisam para começar a distribuição. Faz três semanas em que estou fazendo essa campanha, mas na realidade esse projeto começou no meio do ano passado”, disse.

Com o projeto se encaminhando para a quarta semana, o atleta disse que não tem como definir quantas pessoas já ajudou este momento, mas vai pela base de que, a cada criança que recebe a doação, mais três pessoas são agraciadas com a iniciativa. “Os institutos computam a família com média de quatro. No torneio vão de 100 a 150 atletas, multiplicando por quatro dá a soma dos quilos do alimento, com entre 400 a 500 pessoas agraciadas, mas familiares ajudados diretamente não saberia dizer”, comentou.

Will já tem algumas pessoas assíduas em sua ajuda. “Tem uma mulher, que trabalha tomando conta dos carros atrás do Mercadão, portanto fiz uma quantia legal para ela levar, já que com a diminuição do comércio ela seria diretamente afetada. Tem outra família que mora na Usina Costa Pinto, que quando os vizinhos foram embora deixaram os animais lá. Sem condições de sair acabaram ficando lá e se nada, sendo que até os animais estão sem comer. Portanto fui ao mercado, comprei os alimentos e deixei na cada de uma mulher, na qual será a intermediaria para entregar os produtos”, comentou.

Por fim, Will também conta com a ajuda de amigos para ajudar mais pessoas que precisam de doações, por meio de anúncios nas redes sociais, recebendo bastante solicitações, já que ficam sabendo de famílias que precisam de doações. “Penso o seguinte: Eu não tenho muito, não estou esbanjando nada, mas comida dá para nos apertamos e todos comermos para ninguém dormir com fome. As contas irão atrasar, mas nem estou mais ligando para isso, já que não seria a primeira vez nem a última. As contas conseguimos levar, mas a comida acho importante todos estarem bem alimentados”, concluiu.

Mauro Adamoli

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