Dados divulgados ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) indicam que exportac?o?es da regional de Piracicaba registraram US$ 462,9 milho?es no primeiro trimestre do ano, uma queda de 34,7% na comparac?a?o com os primeiros três meses de 2019.
Ja? as importac?o?es somaram US$ 352,5 milho?es, o que significa uma queda de 14,2% frente ao mesmo peri?odo do ano passado. Os principais produtos exportados no trimestre foram ma?quinas, aparelhos e instrumentos meca?nicos (65,4%), produtos qui?micos orga?nicos (7,7%) e ac?u?cares e produtos de confeitaria (6,7%). Por outro lado, as importac?o?es da regional se concentraram em ma?quinas, aparelhos e instrumentos meca?nicos (26,6%), vei?culos automo?veis, tratores (24,9%) e ma?quinas, aparelhos e materiais ele?tricos (12,7%).
No peri?odo analisado, os principais destinos das exportac?o?es de Piracicaba foram Estados Unidos (35,9%), Canada? (6,8%) e Peru (5,5%), enquanto as compras da regional tiveram como principais origens Coreia do Sul (40,1%), Estados Unidos (19,9%) e China (9,5%).
De acordo com o gerente regional do Ciesp, Homero Scarso, a queda nas exportações revela uma situação mercadológica. “Isso mostra um pouco os reflexos da situação atual com relação aos mercados, de uma maneira geral, todos estão sendo afetados, seja em menor ou maior percentual”, observou.
Ao analisar a queda menor nas importações, Scarso apontou que, como as empresas mantiveram os estoques e as previsões não se confirmaram, o impacto foi menor. Segundo ele, nesse primeiro trimestre a pandemia de coronavírus não é responsável pela queda nas exportações e importações e os efeitos da crise provocada pela doença serão conhecidos nos próximos meses. “Diretamente ainda não, isso vai aparecer mais adiante, pois os contratos são os já negociados anteriormente”, afirmou.
Beto Silva