Em análise: Sobe para 7 os casos suspeitos de novo coronavírus em Piracicaba

Por edicao_jp |
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O número de casos suspeitos do novo coronavírus chega a sete em Piracicaba, segundo balanço apresentado até as 18h de ontem pela Secretaria de Saúde do município. Em todos os casos suspeitos, os pacientes residem no Brasil, conforme destacou a pasta municipal.

Os pacientes são uma mulher de 28 anos, que viajou para a Itália, um homem de 27 anos com histórico de viagem para Espanha, uma mulher de 54 anos que viajou para a França e Inglaterra, uma mulher de 39 anos que teve contato com pessoa que viajou e reside na França e Inglaterra, outra mulher de 21 anos que manteve contato com pessoa que viajou e reside na Coreia do Sul.

Nos dois casos mais recentes registrados ontem pela Vigilância em Saúde, uma mulher de 64 anos viajou para a Itália e um homem de 36 anos, que teve contato com pessoa que esteve na China.

A Secretaria de Saúde informou que todos os pacientes estão em isolamento domiciliar. Segundo a pasta, todos os casos seguem em análise e até o momento, um caso foi descartado.

No panorama nacional o Brasil tem 13 casos confirmados do Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, há ainda 768 casos suspeitos e outros 189 foram descartados pelas autoridades de saúde.

Um dos novos casos foi registrado na Bahia. Uma mulher de 34 anos, residente da cidade de Lauro de Freitas, que teve o diagnóstico depois de viagem pela Itália, onde passou pelas cidades de Milão e Roma. Embora esteja assintomática, ela se encontra isolada em casa, sob observação das autoridades de saúde.

Os outros quatro novos casos foram identificados em São Paulo, totalizando dez pacientes com o vírus no estado. Completam a lista um no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. No Distrito Federal um teste acusou a infecção, mas a secretaria de saúde ainda aguarda a contraprova.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que o país não fará mais a definição de casos suspeitos pela origem do paciente, passando a considerar todas as pessoas vindas de voos da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. No caso da América do Sul e África, o cuidado pode ocorrer caso um país vire foco do vírus.

“Nexo internacional facilita muito a classificação de suspeitos e excluídos. No momento que qualquer viagem internacional nos últimos 14 dias fica mais fácil classificar o indivíduo. Isso produz mais eficiência para o sistema”, argumentou o diretor do departamento de imunização e doenças transmissíveis da pasta, Júlio Croda.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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