A Polícia Militar Rodoviária está usando há aproximadamente 20 dias o bafômetro passivo e supersensível, que não necessita do contato com a boca do motorista. O policial apenas precisa aproximar o equipamento da boca do condutor. Caso acenda uma luz verde, representa que não houve a ingestão de álcool. Já a luz e vermelha aponta para um possível consumo.
Segundo a Polícia Militar, o equipamento apenas é regulado para indicar a presença ou não de álcool, mas não gera nenhuma responsabilidade ao motorista. Se houver a suspeita, o motorista é convidado a fazer o teste do etilômetro, o bafômetro, que necessita que o condutor assopre o aparelho.
O comandante da Polícia Militar Rodoviária de Piracicaba, tenente Tarcísio Renato Pierobom disse que o bafômetro passivo funciona como um pré-teste. “Diferente do outro equipamento, o bafômetro ativo, em que o condutor tem que colocar a boca no aparelho e assoprar, apenas se for aproximado da boca do motorista enquanto ele ainda estiver falando consegue indicar se foi feito consumo de bebida alcoólica ou não”, disse Pierobom.
A proposta é que a fiscalização, que será intensificada no período do Carnaval, seja agilizada, pois será usada nas operações de direção segura, uma vez que o etilômetro tradicional só será usado no caso de resultado positivo para a presença de álcool, para atestar a medição exata por meio de um comprovante de papel.
Pierobom disse ainda que somente o bafômetro passivo não serve para a autuação, mas é usada para fazer uma seleção. “Consigo de uma maneira mais rápida fiscalizar o condutor e saber se ele fez uso de bebida alcoólica, sem a necessidade que ele tenha que sair do carro e fazer os procedimentos necessários. Desta forma, conseguiremos fiscalizar uma quantidade maior de carros, além de beneficiar os bons condutores, que não terão que fazer o outro teste convencional, que é mais demorado”, acrescentou o policial.
Cristiani Azanha