Redes sociais e os alertas necessários

Por Ana Pascoalete |
| Tempo de leitura: 3 min

Em meio a tantos alertas sobre os riscos vinculados à tecnologia, a cada dia surgem novas situações que nos proporcionam reflexões a respeito de nossa sociedade. Os problemas vinculados ao uso da tecnologia por adolescentes continuam a aumentar, como também os casos de abusadores sexuais na rede capturando suas vítimas, além dos cyberbullying e do sexting, por meio da exposição com o compartilhamento de fotos sexuais entre dois ou mais indivíduos.

São problemas da atualidade, enfrentados pela população e que promovem prejuízos traumáticos e com mais frequência que se possa imaginar. E cabe aos pais, educadores, responsáveis abordarem esse tema em casa e nas escolas, com o objetivo de alertar crianças e jovens e evitar os riscos, que ainda são minimizados ou ignorados por grande da população.

É preciso também abordar sobre o que os adolescentes costumam compartilhar nas redes sociais em momentos de empolgação. Os jovens, muitas vezes, não apresentam senso crítico para avaliar se tal postagem seria confortável para a família, diretor do colégio ou chefe ver esses conteúdos. Há ainda casos de pessoas usarem essas postagens para promover prejuízo à vida deste adolescente.

Outro fator que mexe com o consciente de alguns é fazer comparativos da própria vida com a vida dos demais. Na adolescência é comum as redes sociais tornarem-se ambientes competitivos com tendências a mostrar que sua vida e mais ‘’badalada’’, mais ‘’bacana’’ que a vida dos demais. Isso alimenta o egocentrismo e pode estimular o hábito de manipular informações, promover mentiras, além de potencializar comportamentos perigosos para se exibir aos demais.

Na adolescência, a sexualidade recém-descoberta pode ser usada para chamar a atenção e até promover manipulações que favoreçam a “audiência virtual” por meio das redes sociais. Isso ocorre principalmente com as meninas que se sentem empoderadas com essa possibilidade e não apresentam maturidade para encontrar o equilíbrio da autorregulação para equilíbrio psíquico.

Muitos adolescentes estão instigados a tornarem-se ‘’sensação’’ na internet, e para conquistarem esse espaço, estão dispostos a ações extremas, perigosas e que podem promover humilhação e colocar em risco sua integridade física e a de outras pessoas. Uma ação impulsiva, uma postagem nociva, podem significar uma vida arruinada, com grandes traumas a serem vencidos e que podem devastar a vida de uma pessoa, sendo que nos casos mais extremos podem levar ao suicídio.

Tudo deve ser cautelosamente refletivo, principalmente pelos pais, que devem esclarecer, amparar e direcionar a vida dos filhos em relação às redes sociais, que vão muito além dos itens citados acima. A cada dia, nos deparamos com mais tragédias ocasionadas pela internet e adolescentes morrendo devido diversas problemáticas.

No último mês pude acompanhar o caso da morte de um adolescente por derrame, gerado por carga elétrica por estar muitas horas seguidas em jogos online. Na última semana, uma adolescente morreu após participar de uma brincadeira que se popularizou na internet chamada de “desafio da rasteira”, e que tem feito muitas vítimas e que neste caso terminou em morte após a adolescente bater fortemente a cabeça no chão com a queda.

E vão continuar aparecendo muitos outros estímulos por meio das redes sociais, aos quais as crianças e adolescentes continuarão acessando, no entanto, precisam urgentemente serem bem orientados, direcionados pelos educadores, para evitar perigos, muitos deles irreparáveis.

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