Um sonho sempre pode acontecer (III)

Por André Zem |
| Tempo de leitura: 3 min

É um clichê, mas traz tanta verdade: na caminhada em busca dos sonhos há muitas pedras pelo caminho. É preciso ter força de vontade e foco, mas também muito estudo e reflexão sobre a nossa prática do dia a dia, pois há técnicas para trabalhar quase todas as situações.

Um grande momento da minha vida ocorreu em 2012, quando me desliguei do grupo de lojas de móveis e resolvi encarar carreira solo. Ao mesmo tempo, comecei a prestar treinamentos, consultorias e palestras. A decisão de me dedicar de vez a essas atividades aconteceu naquele ano, mas, na verdade, eu comecei bem antes, em 2007. Fazia consultoria em conjunto com o grupo para vários clientes. Mas logo vi que nem tudo era como eu achava.

No começo, expus demais o meu sonho. Isso me prejudicou. Tem muita “seca pimenteira”, aquela pessoa que nos olha e percebemos que ela está pensando: “Ele não vai chegar lá”. Cuidado em escolher para quem você se expõe. Use seu feeling e tente perceber quem realmente torce por você. Pode até ser inconscientemente, mas algumas pessoas não gostam de ver brilho nos olhos de quem está focado no caminho. Muito menos notar que o outro está prestes a realizar o que sempre sonhou.

Algumas pessoas até davam uns conselhos meio marotos: “Você está sonhando demais! Cuidado, mais alto o coqueiro, maior o tombo!”. Eu disfarçava o mal-estar que isso me provocava e pensava: “E quem disse que eu tenho medo de cair?”.

Meu sonho de ser coach, como contei, me custou minha saída da rede de móveis, o que teve um lado bom. Precisei arregaçar as mangas, procurar novos caminhos. Fiquei dois anos somente como consultor e palestrante e, em janeiro de 2014, abri minha própria loja. Hoje sou empresário. A lição que tirei é a seguinte: não exponha demais o seu sonho se não sabe se a pessoa gosta de você de verdade. Realize primeiro.

Sempre busquei o que quis, que é trabalhar com pessoas e ajudá-las a serem melhores, e realizei também o desejo de ser coach aos 33 anos. Continuo exercendo essas funções. Sem parar, sem deixar que a acomodação vença.

Augusto Cury diz que “É mais cômodo ficar na plateia, mas precisamos subir no palco e sermos os atores principais da nossa própria história”. Essa frase tem tudo a ver com o processo de Coaching. Quando você se dispõe a estudar, a mente se abre. Você passa automaticamente a se conhecer melhor, pois precisa se olhar, parar de procurar desculpas e começar a pensar no que quer, pensar que pode, que vai conseguir.

Por isso existem as perguntas poderosas que o ajudam a se encontrar em várias circunstâncias. São perguntas que conheci no livro Personal & Professional Coaching, da Sociedade Brasileira de Coaching. Por exemplo, se você quer apoiar o aprendizado, é bom questionar o seguinte: o que você vê agora e que não via antes? Se você quer desafiar as crenças limitantes, que tanto atrapalham, o ideal é se perguntar: de que modo esse pensamento contribui para que você encontre uma solução? Ou, então, para chamar à responsabilidade: o que você, e só você, pode fazer para mudar essa situação? Existem outros questionamentos que se deve fazer e só ir em frente se a resposta for um sim. Por exemplo: eu estou pronto para investir tempo em mim, descartar comportamentos que limitam meu sucesso e testar novos conceitos?

Essas são perguntas fundamentais para o início do processo. Em outras palavras, para que você se conheça a fundo e entenda aonde quer chegar. Coisas que só você mesmo pode responder!

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