Fan Galvão

O mito da pessoa estilosa

Por Fan Galvão, consultora de imagem e estilo |
| Tempo de leitura: 2 min
O mito da pessoa estilosa
O mito da pessoa estilosa

Talvez o título desta coluna de hoje também poderia ser: dilemas e questionamentos de uma Consultora de Imagem?

Será que existe o vestir impecável? Aquele a prova de questionamentos, dúvidas ou erros? Aquele que não passa desapercebido e é unanime nas aprovações?

 É certo que não. O vestir impecável é um mito, principalmente quando essa avaliação vem do que assistimos “de camarote” pela internet.

Na Consultoria de Imagem, tenho contato diariamente com mulheres em busca de serem reconhecidas como estilosas, elegantes, bem-vestidas. E muito disso vem de comparações que inevitavelmente fazemos, principalmente com base nos fragmentos de vida que vemos, seja na internet, na rua, em um encontro rápido e afins.

Na vida real, não importa quem seja, todo mundo erra, se sente insegura, passa perrengue, se joga em um dia todo de pijama, já errou previsão do tempo e de dresscode, já tirou o salto depois de algumas horas de festa, já sujou a blusa comendo e por aí vai, ou seja, a pessoa estilosa que a gente vê e que muitas vezes se inspira é apenas um recorte de uma vida.

Como Consultora de Imagem posso dizer com propriedade o quanto esse cenário impacta as expectativas que criamos em nós mesmas.

Como repetir uma roupa se nossos ícones de estilo abrem sacolas e mais sacolas todos os dias e nunca repetem nenhuma peça? Como não comparar aquele nosso look bem “vida real” com todo aquele glamour que é demonstrado?  Como entender que está tudo certo marcar a barriga na roupa se só nos deparamos com edições de fotos e muita respiração prendida?

É complicado mesmo, é desafiador e é para ser pensarmos muito sobre isso. É para analisarmos e vigiarmos nossas análises sobre o outro e sobre nós mesmas.

É preciso ter em mente que ninguém acerta 100% das vezes e como diz minha terapeuta “se acerta é porque está estagnado e não está se desafiando a algo novo”. Às vezes a gente faz o que dá para fazer – e está tudo bem. Isso não quer dizer que a gente não se vista bem, que não tenhamos que prestar atenção aos detalhes (nada de dormir com aquela camiseta furada, você merece mais), não tenhamos que descobrir as cores e modelos que nos valorize (até como economia de tempo e de dinheiro), não tenhamos de entender o impacto da nossa imagem na nossa vida profissional e pessoal etc.

É importante sim cuidarmos de nossa imagem e entender que uma imagem fortalecida e fiel à sua personalidade, dia a dia e sem tantas comparações traz total confiança e autoestima em patamares elevados.  Ela é a sua marca e merece sua atenção, mas de forma genuína e saudável, sem neuras.

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