Apesar das restrições impostas pela quarentena da Covid-19, que se prolongou, as pessoas, especialmente as solteiras, seguiram mantendo relações sexuais durante o período. Porém, muitos passaram a mesclar o presencial com o virtual. O chamando encontro ‘híbrido’.
Dados pesquisa nacional “Sexvid”, iniciada em outubro de 2020, mostram que cerca de 85% dos brasileiros mantiveram as relações, incluindo solteiros e casados.
“Não há como diminuir a importância do contato físico entre as pessoas, isso dificilmente será substituído por completo, mas essa forma de se relacionar é, sim, uma possibilidade”, disse a psicóloga Thaís Ribeiro Santos, de São José dos Campos.
Segundo ela, os relacionamentos híbridos são positivos. “É uma outra forma de experimentar o relacionamento sexual e que pode fazer sentido para as pessoas envolvidas nessa relação, além de possibilitar que a pessoa se torne mais íntima do seu próprio corpo”, disse.
A psicóloga e sexóloga Cris Borges entente que a pandemia e tudo que ela está causando na humanidade é um laboratório a céu aberto. “Ainda não temos noção do que seremos após tudo que estamos vivendo. Já não somos e nunca mais seremos os mesmos. A vida virtual veio para ficar, transformando hábitos, comportamentos e as relações”, disse.
“Como em tudo na vida, temos prós e contras dessa nova forma de nos relacionarmos. O mundo virtual é mais cômodo. Também, acaba afastando as pessoas socialmente pois o conforto de se relacionar sem se mobilizar para estar fisicamente com o outro, pode alienar o relacionamento”, afirmou, sobre as relações híbridas. “Vida virtual não é vida real”, disse.
Ela também entende que a pandemia acabou afetando até os casados. “Baixa libido, pouco desejo, medo, preocupação. As pessoas estão mais tempo juntas e ao mesmo tempo menos cuidadas e vaidosas”, disse.