ZONA SUL

Suspeito confessa tortura em SJC após mãe ser furtada por usuário

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Homem foi preso pela Polícia Civil de São José dos Campos
Homem foi preso pela Polícia Civil de São José dos Campos

A Polícia Civil prendeu, na manhã de quarta-feira (4), um homem suspeito de participar de uma sessão de tortura contra dois usuários de drogas na região do Campo dos Alemães, zona sul de São José dos Campos.

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O investigado confessou as agressões durante depoimento e alegou ter agido como forma de represália após um suposto furto cometido contra sua mãe.

A prisão ocorreu durante a Operação "Terrorismo", deflagrada por equipes do 3º Distrito Policial com apoio da Diju (Delegacia da Infância e Juventude). A ação teve como alvo integrantes de um grupo investigado por práticas violentas ligadas ao tráfico de drogas na cidade.

As investigações tiveram início após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra duas pessoas sendo brutalmente agredidas com pedaços de madeira. Segundo a Polícia Civil, as vítimas sofreram ferimentos graves e precisaram ser encaminhadas para atendimento hospitalar.

Homem aparece nas imagens das torturas

De acordo com os investigadores, o principal alvo da operação é conhecido como "Bily". Ele aparece nas imagens registradas durante as agressões e, conforme a polícia, admitiu participação no crime durante interrogatório.

Além da confissão relacionada à tortura, o suspeito também assumiu ser o proprietário de 16 munições intactas de calibre .40, encontradas durante o cumprimento dos mandados judiciais. O material foi apreendido na residência dele. Apesar da admissão, ele negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a operação, os policiais também realizaram buscas em outro endereço ligado à investigação. No local, foram encontrados três eppendorfs contendo cocaína, segundo informações registradas pela Polícia Civil.

As apurações apontam que o suspeito possui extensa ficha criminal e responde a um processo por homicídio que deverá ser submetido ao Tribunal do Júri. O histórico do investigado passou a integrar o conjunto de informações analisadas pelos responsáveis pelo caso.

Suspeito se autodenominava "talibã"

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o conteúdo de mensagens e conversas atribuídas ao suspeito. Segundo a polícia, ele se autodenominava "talibã" e "profissional do crime" em comunicações obtidas durante a investigação. O material segue sendo periciado e analisado para auxiliar no esclarecimento da atuação do grupo.

O segundo investigado na operação, conhecido pelo apelido de "Boi", não foi localizado durante o cumprimento dos mandados e é considerado foragido. Equipes da Polícia Civil continuam realizando diligências para encontrá-lo.

A investigação prossegue para identificar possíveis comparsas, esclarecer a participação de cada integrante do grupo e aprofundar as apurações sobre crimes relacionados ao tráfico de drogas e à prática de tortura na região sul de São José dos Campos.

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