PERSEGUIÇÃO E MORTE

Corregedoria acompanha apuração após morte em ação da GCM em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Gabriel Felipe Alves Morais, de 30 anos
Gabriel Felipe Alves Morais, de 30 anos

A Prefeitura de São José dos Campos se manifestou nesta segunda-feira (1º) sobre a morte de Gabriel Felipe Alves Morais, de 30 anos, ocorrida após uma perseguição e troca de tiros com agentes da GCM (Guarda Civil Municipal) na região leste da cidade.

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Em nota oficial, o município informou que o homem era procurado pela Justiça e afirmou que a ocorrência está sendo apurada pelos órgãos competentes, conforme os procedimentos previstos para casos que envolvem intervenção policial.

O caso aconteceu na noite de sábado (30), quando equipes da GCM realizavam patrulhamento preventivo e identificaram um veículo que, segundo o boletim de ocorrência, trafegava de forma considerada perigosa.

De acordo com a Prefeitura, o motorista desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma fuga por diversos bairros de São José dos Campos, colocando em risco agentes e outros usuários das vias.

Perseguição terminou em área de mata

Segundo a investigação, a perseguição começou na região do Vista Verde e seguiu por diversos bairros até terminar em uma área de mata no bairro Santa Maria, na zona leste da cidade.

Conforme registrado pela Polícia Civil, Gabriel abandonou o veículo após romper um obstáculo físico e entrou na vegetação.

Ainda de acordo com a versão apresentada pelos agentes, ele estaria armado com uma pistola calibre .380 e teria efetuado disparos contra os guardas municipais. Os agentes reagiram e, durante o confronto, o homem foi atingido.

Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas a morte foi constatada no local.

Prefeitura diz que protocolos foram seguidos

Na nota, a administração municipal afirmou que os guardas municipais adotaram os procedimentos operacionais previstos pela corporação.

Segundo a Prefeitura, houve verbalização, acompanhamento tático, acionamento do atendimento médico de emergência e preservação da cena para a realização da perícia.

O município destacou ainda que a ocorrência foi registrada pela autoridade policial com reconhecimento provisório das excludentes de ilicitude por legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal, conforme previsto no Código Penal.

A administração ressaltou, porém, que a classificação jurídica definitiva dependerá da conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil, Polícia Científica e Poder Judiciário.

Corregedoria acompanhará o caso

A Prefeitura também informou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal acompanhará o caso e adotará as providências administrativas cabíveis, conforme os procedimentos internos da corporação.

Além disso, eventuais imagens disponíveis no CSI (Centro de Segurança e Inteligência) serão preservadas e colocadas à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

"O município reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a atuação técnica de suas forças de segurança, colaborando integralmente para o completo esclarecimento dos fatos", informou a Prefeitura.

Polícia segue investigando

Após a ocorrência, a Polícia Civil apreendeu uma pistola Taurus calibre .380 com três munições intactas, além de um celular, anotações e R$ 417 que estavam com Gabriel.

As armas utilizadas pelos guardas envolvidos também foram recolhidas para exames periciais, conforme determina o protocolo para ocorrências com morte decorrente de intervenção policial.

O caso segue sob investigação. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais, exames balísticos e necroscópicos para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e a dinâmica dos confrontos registrados durante a perseguição.

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