O mistério e a angústia que envolviam o desaparecimento do jovem Dheorge Pereira Bernardino, de 26 anos, terminaram em luto profundo nesta segunda-feira (1º).
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Pouco após a notícia de que um corpo havia sido localizado nas proximidades da Ilha de Búzios, em Ilhabela, a irmã do rapaz voltou às redes sociais para confirmar a identidade da vítima e expressar a dor pelo desfecho trágico.
Em uma mensagem carregada de emoção e fé, a irmã agradeceu a todos que se mobilizaram ao longo dos últimos oito dias em prol da família.
"Nossa eterna gratidão a cada um que ajudou", escreveu. "Não terminou como a gente queria, com ele vivo, mas Deus deu a oportunidade da gente se despedir dele. Vamos trazer ele pra casa, a gente vai se despedir."
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O encerramento de uma angustiante busca no mar
A confirmação põe fim a uma das maiores operações de salvamento recentes no Litoral Norte de São Paulo. O corpo foi avistado por equipes de resgate na tarde desta segunda-feira em uma área próxima à Ilha de Búzios, região onde os trabalhos estavam concentrados desde que o colete salva-vidas do jovem havia sido encontrado.
Nas horas anteriores, a família havia pedido silêncio e cautela para preservar os pais, que ainda não sabiam do encontro do corpo. Com a identificação confirmada pelas próprias postagens da irmã, amigos e moradores da região transformaram as redes sociais em um mural de condolências e apoio à família Bernardino.
Relembre o caso que comoveu o Litoral Norte
Dheorge desapareceu no domingo retrasado, dia 24 de maio, após sair para um passeio de moto aquática nas águas da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela. O veículo sofreu uma pane mecânica e foi arrastado por fortes correntes marítimas em direção ao mar aberto.
O caso ganhou repercussão nacional após o resgate milagroso de Bruna Damaris Sant'anna da Silva, de 26 anos, que estava na garupa da moto aquática com Dheorge. Ela foi encontrada por pescadores após resistir por cerca de 42 horas à deriva. Bruna relatou às autoridades que os dois lutaram juntos pela sobrevivência na água antes de se separarem devido às condições extremas do mar.
A megaoperação de buscas envolveu o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o helicóptero Águia da Polícia Militar.
Detalhes sobre o traslado do corpo de Ilhabela, o velório e o sepultamento de Dheorge Pereira Bernardino ainda não foram divulgados pela família.