TRÊS DESAPARECIDOS

Taubaté: Em busca de trio, Deic suspeita de cemitério clandestino

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

A investigação sobre o desaparecimento de três amigos em Taubaté ganhou contornos ainda mais dramáticos.

Em busca de pistas sobre o paradeiro dos jovens, a Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) já realizou diligências em quatro áreas suspeitas de abrigar covas dos amigos. Nada, porém, foi encontrado e as famílias mantém a esperança de achá-los com vida.

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Foram três na região do Condomínio Residencial Sérgio Lucchiari e o Residencial Benedito Capeleto, além de uma na área do Sete Voltas. A Polícia Civil pede ajuda da população, por meio de denúncias no telefone 181.

Segundo apuração de OVALE, a Polícia Civil já trabalha com a hipótese de que os três tenham sido assassinados pelo tráfico de drogas e tenham tido os corpos ocultados.

Desaparecimento e mistério em Taubaté

Os desaparecidos são Miguel Kauã Lourenço Alves Braga, de 19 anos, Allisson Alves Braga, de 30 anos, e Rafael Vitor de Souza, de 20 anos. Eles desapareceram no dia 5 de maio, na região do bairro Jardim Sandra Maria, quando entraram em um carro preto na região do bairro Jardim Sandra Maria.

Desde então, nunca mais fizeram contato com familiares ou amigos.

De acordo com a investigação, a principal linha apurada pelos policiais aponta para uma possível ligação do caso com o tráfico de drogas. A suspeita é que os três tenham ido ao encontro de um grupo ligado à comercialização de entorpecentes pouco antes de desaparecerem.

Polícia apura possível execução

Fontes ligadas à investigação informaram que os três desaparecidos possuem antecedentes relacionados ao tráfico de drogas. A partir da análise de depoimentos, informações de inteligência e movimentações registradas antes do sumiço, a hipótese de execução passou a ser considerada pelos investigadores.

Nos últimos dias, equipes da Deic realizaram buscas em locais considerados estratégicos pela investigação, incluindo áreas de mata e terrenos afastados que poderiam estar sendo utilizados para ocultação de cadáveres.

Até o momento, nenhuma vítima foi localizada e as buscas não tiveram resultado positivo. Apesar disso, a polícia mantém a linha investigativa e continua realizando diligências para esclarecer o caso.

Prisão durante as investigações

Durante uma das ações relacionadas ao caso, policiais civis prenderam em flagrante um jovem de 19 anos por tráfico de drogas no Condomínio Residencial Sérgio Lucchiari, no bairro Barreiro.

Segundo a Deic, o suspeito tentou fugir ao perceber a chegada das equipes. Com ele foram apreendidos 190 pinos de cocaína, 136 pedras de crack, 15 porções de maconha, dinheiro em espécie e um rádio comunicador utilizado para monitorar a movimentação policial.

Os investigadores apuram se o preso possui alguma ligação com o desaparecimento dos três jovens.

Famílias vivem rotina de angústia

Enquanto a investigação avança, familiares convivem diariamente com a incerteza. Marcela Laís, mãe de Miguel, afirma que já procurou o filho em hospitais, delegacias e até no Instituto Médico Legal (IML), sem obter respostas. “Estou acabada. Só quero encontrar meu filho”, disse.

Dona Geralda, avó de Rafael, também cobra respostas das autoridades. “Independentemente da notícia, eu só quero ele de volta”, afirmou.

Já Adriano, irmão de Allisson e primo de Miguel, relata que tem participado de buscas por conta própria em áreas de mata da cidade.

Carro preto segue sendo peça-chave

A Polícia Civil também tenta identificar os ocupantes do carro preto em que os três amigos foram vistos entrando no dia do desaparecimento. Investigadores acreditam que a identificação do veículo pode ser decisiva para esclarecer o que aconteceu com Rafael, Miguel e Allisson.

Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima à Polícia Civil ou pelo Disque Denúncia, no telefone 181. Todas as denúncias são verificadas.

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