LORENA

Jovem Kelvin morre após acidente de moto no Vale

Por Jesse Nascimento | Lorena
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Kelvin tinha 25 anos
Kelvin tinha 25 anos

Kelvin Teodoro da Silva, de 25 anos, morreu após um grave acidente de moto na noite desta quinta-feira (28), na BR-459, em Lorena, no Vale do Paraíba.

A colisão frontal aconteceu nas proximidades de um radar de velocidade, no km 22 da rodovia. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo na direção de veículo automotor e também investiga a retirada da motocicleta do local antes da preservação da cena do acidente.

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O acidente aconteceu por volta das 21h, no trecho da BR-459 conhecido como Parque Rodovias, em Lorena. Segundo o boletim de ocorrência, Kelvin conduzia uma motocicleta quando colidiu frontalmente contra um Fiat Uno Vivace preto.

O motociclista chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa de Lorena, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia Seccional de Guaratinguetá, com investigação sob responsabilidade do 1º Distrito Policial de Lorena.

Acidente aconteceu próximo a radar de 40 km/h

De acordo com o registro policial, o motorista do Fiat Uno seguia no sentido Itajubá e teria reduzido a velocidade ao se aproximar de um radar com limite de 40 km/h.

Nesse momento, conforme a apuração inicial, a motocicleta conduzida por Kelvin teria invadido a pista contrária, provocando a colisão frontal.

A Polícia Rodoviária Federal analisou marcas deixadas na pista e ouviu testemunhas para reconstruir a dinâmica do acidente.

Motorista disse que moto estava com faróis apagados

Em depoimento, o condutor do Fiat Uno afirmou que não conseguiu visualizar a motocicleta antes da batida porque ela estaria trafegando com os faróis apagados.

Segundo ele, o impacto aconteceu de forma repentina. Após a colisão, o motorista estacionou no acostamento e permaneceu no local até a chegada do socorro e das equipes policiais.

O boletim informa que, em análise preliminar, o motorista não apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora e estaria trafegando em velocidade compatível com a via.

Testemunha relatou alta velocidade e manobras perigosas

Uma testemunha que seguia logo atrás da motocicleta também prestou depoimento à polícia.

Segundo o relato, Kelvin conduzia a moto em alta velocidade e realizava manobras consideradas perigosas momentos antes do acidente.

Ainda conforme a testemunha, o motociclista teria feito ultrapassagens, avançado sinal vermelho e trafegado pela contramão antes da colisão. O depoimento também aponta que a motocicleta estaria com os faróis dianteiro e traseiro apagados.

Polícia investiga retirada da motocicleta

Outro ponto que passou a ser investigado pela Polícia Civil é a retirada da motocicleta do local antes da preservação da cena do acidente. Segundo a PRF, quando os policiais chegaram ao trecho da rodovia, a vítima já havia sido socorrida e a moto não estava mais no local.

O boletim aponta possível enquadramento no artigo 312 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da inovação artificiosa em acidente automobilístico, quando há alteração do estado do local, de objetos ou vestígios que possam comprometer a investigação.

A suspeita é de que familiares tenham removido a motocicleta antes da chegada da perícia técnica.

Polícia aguarda laudos periciais

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.

A Polícia Civil aguarda agora os laudos da perícia para esclarecer pontos importantes da ocorrência, como: dinâmica exata da colisão; velocidade dos veículos; condições da iluminação da motocicleta; posição dos veículos na pista; eventual responsabilidade criminal.

O motorista do Fiat Uno foi ouvido e liberado após o registro da ocorrência.

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