A diretoria do Internacional está com uma ação na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), para que a entidade máxima do futebol nacional reconheça o título do Campeonato Brasileiro de 2005. Na oportunidade, o Corinthians ficou com o caneco, à frente do Colorado, após 11 jogos terem sido anulados e remarcados no caso da Máfia do Apito.
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Dos 11 confrontos remarcados, dois eram do Corinthians e um do Inter. No caso do clube paulista, o Timão ‘recuperou’ quatro pontos, em jogos contra Santos e São Paulo, enquanto o Colorado repetiu os 3 a 2 em cima do Coritiba.
Até hoje, o clube gaúcho reclama da anulação dos jogos – fato determinado pelo então presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Luiz Zveiter, em um sábado, às vésperas de uma rodada do Brasileirão, onde o Internacional era o então líder.
Na época, o árbitro de Jacareí, Edilson Pereira de Carvalho, foi acusado de participar da manipulação de resultados desses 11 jogos remarcados. No entanto, nos anos seguintes, Edilson, que reconhece ter participado dos esquemas, sempre destacou que não influenciou nos jogos anulados.
No ano passado, em entrevista exclusiva a OVALE, Edilson disse que, ao longo da carreira, ‘nunca passou pela cabeça’ favorecer o Corinthians, o time do coração. E, ainda sustentou que o grande responsável pela perda do título do Inter foi outro árbitro, Márcio Resende de Freitas. Na época, deixou de marcar um pênalti claro no confronto entre Corinthians e Inter, no Pacaembu, pela antepenúltima rodada, que terminou empatado por 1 a 1.
Agora é tarde demais, diz Edilson
Nesta quarta-feira (27), a reportagem do OVALE procurou novamente o ex-árbitro, que hoje vive em Taubaté, para repercutir o pedido da direção do Inter, para rever o título. E Edilson foi taxativo.
“Tenho certeza, Marcos, que agora é tarde demais para rever este caso. Não vai dar em nada, nada mesmo”, disse em conversa pelo celular.
Segundo Edilson, o clube gaúcho, na época, deveria ter sido mais firme contra as anulações dos jogos. “O Internacional teria uma grande chance naquela época, antes dos jogos serem refeitos. O presidente (do clube gaúcho) Fernando Carvalho, não deveria ter aceitado em hipótese alguma, entrar em campo para refazer o jogo que apitei deles”, afirmou.
“Ele poderia ser prejudicado como foi, deveria ter batido o pé contra a CBF, afinou”, continuou.
Agora, Edilson entende que não dá mais para voltar atrás. “ E hoje, 21 anos depois, completamente Impossível. Somente estão fazendo isso para dar satisfação aos torcedores”, finalizou.