CAPTURA

Polícia prende 2º homem envolvido na morte de Thales em São José

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Polícia prendeu o segundo dos quatro homens acusados de envolvimento no assassinato de Thales Rudson
Polícia prendeu o segundo dos quatro homens acusados de envolvimento no assassinato de Thales Rudson

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (27) o segundo dos quatro homens acusados de envolvimento no assassinato de Thales Rudson Torres, 23 anos, encontrado morto com marcas de tiros em uma estrada rural de Caçapava, no fim de março.

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De acordo com a Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, que lidera a investigação, Welithon Ferreira de Araújo Neto, 19 anos, foi preso no bairro Pousada do Vale, na região leste de São José.

É o segundo dos quatro acusados pela morte de Thales preso nesta quarta. Vitor Eduardo Adrião Francisco, 22 anos, foi preso no Jardim Nova Michigan, também na região leste. Os policiais receberam denúncia por telefone.

Na terça-feira (26), a Justiça havia decretado a prisão preventiva dos quatro acusados de participar do homicídio. Todos estavam foragidos.

O corpo de Thales foi localizado na manhã de 30 de março de 2026, na Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, em Caçapava.

Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava ferimentos causados por disparos de arma de fogo e estava desaparecida desde a noite anterior. Thales morava na região leste de São José e, conforme a investigação, não possuía antecedentes criminais.

Suspeitos identificados pela polícia

Além de Welithon e Vitor Eduardo, as apurações identificaram mais dois envolvidos no crime: Wellington Cristiano de Oliveira, 32 anos, conhecido como “Dentinho”, e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro, 29 anos. Os dois continuam foragidos.

A Polícia Civil informou que Welithon não tinha registro no estado de São Paulo, somente no estado da Bahia.

Morte após confusão em adega

De acordo com o inquérito policial, a sequência que terminou no assassinato começou após uma confusão nas proximidades da “Adega da 20”, conhecida também como “Toca dos Drack”.

A investigação aponta que Thales passou a ser acusado de um suposto abuso sexual. Apesar das acusações, testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram não ter presenciado qualquer ato de violência sexual envolvendo a vítima.

Ainda segundo o inquérito, Thales foi cercado pelos suspeitos e obrigado a entrar em um carro vermelho. Um segundo veículo preto teria acompanhado a movimentação. A vítima foi levada inicialmente em direção ao Jardim Monterrey e depois para uma área rural, onde ocorreu o assassinato.

Suspeito ferido ajudou investigação

Durante as diligências, os policiais localizaram Vitor Eduardo internado no Hospital Municipal de São José, na Vila Industrial, com ferimentos provocados por disparo de arma de fogo na mão.

Inicialmente, ele apresentou uma versão considerada evasiva pelos investigadores. Posteriormente, decidiu prestar novo depoimento e relatou que, após a acusação feita pela mãe de uma criança, ele, Luan e Welithon passaram a perseguir Thales.

Segundo o depoimento, o grupo levou o jovem até uma estrada rural sob o pretexto de “conversar” e agredi-lo.

Ainda conforme o relato, Wellington “Dentinho” estaria armado com uma arma longa. Em determinado momento, ao tentar atingir a vítima com a coronha da arma, teria ocorrido um disparo acidental, que atingiu Vitor na mão e na perna.

Segundo a polícia, Vitor confessou que estava no local e que o disparo que atingiu sua mão foi da mesma arma usada por “Dentinho” para matar Thales. Depois do disparo acidental, ele teria atirado novamente.

Prisão preventiva decretada

A Polícia Civil informou que havia solicitado anteriormente a prisão temporária dos investigados, mas o pedido foi negado pela Justiça de Caçapava.

Vitor Eduardo havia sido preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, em 11 de fevereiro, e estava cumprindo medida cautelar diversa da prisão. No entanto, ele obteve a liberdade provisória e também estava foragido.

Com o avanço das investigações e o envio do inquérito para a Comarca de São José dos Campos, a Justiça decidiu decretar a prisão preventiva dos quatro suspeitos. Agora, a polícia realiza buscas para localizar os outros dois acusados.

Denúncias sobre os procurados podem ser feitas pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp (12) 3931-0220. O sigilo é garantido.

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