PASSOU MAL E MORREU

Dr. Rui: quem era o procurador que morreu em academia de Taubaté

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Rui Carlos Machado Alvim teve atuação destacada como procurador do Estado
Rui Carlos Machado Alvim teve atuação destacada como procurador do Estado

O procurador do Estado aposentado Rui Carlos Machado Alvim, 79 anos, morreu na noite de segunda-feira (25) após passar mal dentro de uma academia, no Centro de Taubaté.

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Rui Carlos sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve o óbito constatado ainda no local, por um médico do Samu.

Um professor da academia relatou que acompanhava o procurador durante a aula quando ele passou mal subitamente e caiu ao chão, dentro do estabelecimento. A esposa do procurador foi acionada para comparecer ao local.

O velório do procurador foi marcado para começar ao meio-dia desta terça-feira (26), com término às 15h, no Memorial Sagrada Família, no Centro de Taubaté. A cerimônia de despedida será realizada às 15h30. Após a solenidade, o corpo será cremado no local.

Biografia

Rui Carlos Machado Alvim era um procurador do Estado de São Paulo aposentado, com uma trajetória profissional e jurídica de destaque na Procuradoria Geral do Estado e na defesa da advocacia pública.

Ele se formou no ano de 1972 pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). Ingressou na Procuradoria Geral do Estado em 1980.

Mesmo lotado na área do contencioso, prestava serviços como voluntário na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Depois, foi formalmente designado para atuar ali.

Em maio de 1993, assumiu a Coordenação da Assistência Judiciária aos Presos na Procuradoria Regional de Taubaté, posto em que permaneceu até setembro de 1996.

Rui Carlos foi autor de diversos artigos publicados em revistas especializadas. Recebeu, em 1990, o Prêmio Procuradoria Geral do Estado, com a melhor monografia. Tem dois livros publicados: Trabalho Penitenciário e Direitos Sociais (1991) e Jurisprudência das Medidas de Segurança (1997).

Prêmio Evandro Lins e Silva

Em 2003, ele recebeu o 1° Prêmio "Evandro Lins e Silva", instituído pela ENA (Escola Nacional de Advocacia), por peça forense efetivamente encartada em processo. Concorreram ao prêmio 46 peças forenses, submetidas ao julgamento da comissão.

A peça do procurador consistiu em arrazoado elaborado na defesa de um detento da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté. Em seu discurso de agradecimento, Rui Carlos enalteceu o trabalho dos Procuradores da Assistência Judiciária do Estado de São Paulo, desempenhando o papel de defensores públicos, no atendimento da população carente.

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