O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) emitiu um alerta de que um forte El Niño pode se desenvolver entre o final de 2026 e 2027. Esse fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico esquentam além do normal, alterando o clima em todo o planeta.
Os cientistas afirmam que o evento pode ser um dos maiores da história. A divulgação visa antecipar a preparação do governo e da sociedade para reduzir prejuízos.
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Impactos globais
A fundamentação do alerta é a análise de dados das três maiores agências de clima do mundo: as da Europa (ECMWF), dos Estados Unidos (NOAA) e da Austrália (BOM). Todas confirmam o aquecimento do oceano, o que impacta no clima de todo o mundo e acarreta consequências relacionadas à economia, por conta da agricultura, energia e água, além da segurança e saúde de pessoas que vivem em áreas vulneráveis.
As áreas mais afetadas pelo fenômeno são:
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Agricultura: risco de perdas nas colheitas devido à falta ou ao excesso de chuva.
Energia e Água: risco de seca extrema, o que pode esvaziar os reservatórios de água e as usinas hidrelétricas.
Segurança: necessidade de prevenção contra desastres causados por tempestades ou estiagens severas.
Impactos no Brasil
O Cemaden aponta para tendência de aumento nos riscos de desastres hidrológicos e geológicos no Centro-Sul do país, especialmente na Região Sul, devido à propensão para episódios de chuvas mais intensas, volumosas e frequentes.
Para as regiões Norte e Nordeste, a tendência é inversa, com previsão de redução das chuvas e do aumento expressivo das temperaturas.
A interação do El Niño com o aquecimento global pode tornar os anos de 2026 e 2027 ainda mais quentes, potencializando a ocorrência de ondas de calor extremas em todo o território nacional.
Isso eleva significativamente o risco de incêndios na vegetação da Amazônia e do Pantanal.