SAÚDE

São Paulo atualiza protocolo contra Ebola após surto na África

Por Luyse Camargo | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Agência SP
Rede estadual de saúde tem protocolos reforçados contra ebola
Rede estadual de saúde tem protocolos reforçados contra ebola

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou as orientações à rede estadual de saúde sobre o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. O documento reforça os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de eventuais casos suspeitos no estado.

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Risco baixo e transmissão

Segundo a avaliação técnica, o risco de o vírus chegar ao Brasil e à América do Sul é considerado baixo. Não há registro de transmissão nativa do vírus no continente sul-americano, além de não existirem voos diretos entre a área afetada na África e a América do Sul.

A transmissão do Ebola ocorre apenas por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas que já apresentam sintomas. O vírus não é transmitido por indivíduos assintomáticos.

Recomendações

Mesmo diante do cenário de baixo risco, a recomendação é que os serviços de saúde mantenham vigilância sobre pacientes com febre e histórico de viagem para as áreas afetadas nos últimos 21 dias ou que tiveram contato direto com fluidos corporais de casos suspeitos ou confirmados.

Sintomas e estrutura de atendimento

A doença pelo vírus Ebola tem início súbito. Os sintomas iniciais incluem:

Febre alta e dor de cabeça intensa;

  • Dores musculares e fadiga;

  • Náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

  • Em casos graves, a condição pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação do vírus varia de 2 a 21 dias. Por conta disso, o monitoramento diário por 21 dias de pessoas assintomáticas que passaram por exposição de risco continua sendo a principal ferramenta de controle.

    O surto atual na República Democrática do Congo é causado pela cepa Bundibugyo. Até o momento, não existem vacinas licenciadas ou terapias específicas aprovadas para esta variante. Os imunizantes e tratamentos existentes no mercado foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não possuem eficácia comprovada contra a Bundibugyo.

    Fluxo de atendimento em São Paulo

    Caso um paciente suspeito seja identificado, a notificação deve ser feita imediatamente aos órgãos competentes.

    O Instituto de Infectologia Emílio Ribas foi definido como a unidade de referência estadual para o atendimento e a internação. Se houver necessidade de remoção do paciente, o transporte será realizado pelo Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências). Já a investigação laboratorial e o diagnóstico diferencial ficarão a cargo do Instituto Adolfo Lutz.

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