FEMINICÍDIO

'Tava doidão', diz jovem que matou e esquartejou Thalita

Por Da Redação | Distrito Federal
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Thalita Marques Berquó Ramos
Thalita Marques Berquó Ramos

Um dos jovens envolvidos na morte de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, prestou depoimento ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira (14) e deu detalhes sobre o esquartejamento da vítima. Durante o julgamento, ele afirmou ter participado diretamente da ocultação do cadáver e relatou que partes do corpo foram jogadas em um córrego. O rapaz também declarou que estava sob efeito de drogas no dia do crime e disse estar arrependido.

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O caso aconteceu em janeiro de 2025, em uma área de invasão próxima ao Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Distrito Federal. O crime é considerado um dos mais violentos registrados na região nos últimos anos.

Na época do assassinato, o jovem era adolescente e responde por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver na Vara da Infância e da Juventude. Nesta quinta, ele foi ouvido como testemunha no julgamento de João Paulo Teixeira da Silva.

Durante o depoimento, o rapaz contou que partes do corpo de Thalita, como cabeça, braços, mãos e pedaços das pernas, foram descartadas em um córrego próximo ao local do crime. Segundo ele, o tronco foi enrolado em cobertores e enterrado em uma área de mata.

Ao longo da audiência, o jovem alegou diversas vezes que estava drogado e cansado durante a ação criminosa. Em um dos momentos mais tensos do julgamento, ele foi questionado pela acusação sobre como teria conseguido esquartejar o corpo sozinho, mas precisado de ajuda para enterrá-lo.

A advogada da família perguntou se ele havia pensado na mãe e no filho da vítima enquanto cometia o crime. O jovem respondeu apenas: “Não pensei”.

O depoente também afirmou que João Paulo ajudou a colocar o corpo em um carrinho de mão, enrolar os restos mortais em uma coberta e enterrá-los. Segundo o relato, os envolvidos utilizaram pá, enxada e carrinho de mão para transportar o cadáver.

Dias após o crime, partes do corpo de Thalita foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto da Caesb, no Setor de Clubes Esportivos Sul, próximo à Vila Telebrasília.

As investigações apontam que Thalita teria usado drogas no local e entregue o celular como forma de pagamento. Depois, houve um desentendimento quando ela tentou recuperar o aparelho e teria cuspido no rosto de um dos adolescentes envolvidos.

De acordo com a polícia, os menores esfaquearam a vítima, enquanto João Paulo a teria agredido com pedaços de madeira e pedras. Um dos adolescentes confessou ter usado uma faca de açougueiro para esquartejar o corpo e descartar partes no córrego.

Antes do início do julgamento, familiares de Thalita acompanharam a sessão e pediram a condenação dos envolvidos. A mãe da vítima afirmou que enfrenta um “sofrimento dilacerante” desde a morte da filha.

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