DESESPERO

‘Queria tanto te abraçar’, diz mãe de Décio, desaparecido em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Facebook
Sueli Leme e o filho Décio Santos, desaparecido há 3 anos em São José
Sueli Leme e o filho Décio Santos, desaparecido há 3 anos em São José

Enquanto milhares de famílias da região celebraram o Dia das Mães neste domingo (10), a moradora de São José dos Campos Sueli Leme do Nascimento vive mais um ano de dor e incerteza. Há três anos, ela não sabe onde está o filho, Décio de Castro Santos, desaparecido desde 18 de janeiro de 2023. Hoje, o jovem teria 27 anos.

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Sem respostas da polícia e convivendo diariamente com a angústia, Sueli faz um apelo emocionado na esperança de reencontrar o filho ou ao menos descobrir o que aconteceu com ele.

“Filho, eu queria tanto te abraçar, mesmo longe. Quero que saiba que penso em você o tempo todo. Você é o meu maior presente, e eu daria tudo para ter um momento ao seu lado agora. Te amo demais!”, declarou a mãe.

Décio desapareceu poucos dias após conquistar uma bolsa de estudos de 100% para um cursinho preparatório de Medicina, sonho que alimentava desde a adolescência. Segundo a família, ele lutava contra a depressão havia mais de três anos e fazia acompanhamento psicológico semanal em uma unidade do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de São José dos Campos.

Ligações no celular

Na manhã do desaparecimento, Sueli saiu para trabalhar e recebeu diversas ligações do filho ao longo do dia. Quando voltou para casa, à noite, percebeu que o jovem havia saído apenas com a roupa do corpo e o celular. Antes de desaparecer, Décio ainda realizou uma transferência bancária.

Durante a madrugada, a mãe percebeu uma ligação perdida do filho feita horas antes. Ao retornar a chamada, o celular já estava na caixa postal. Desde então, nunca mais houve contato.

Sem avanço nas investigações, a família decidiu contratar um advogado para tentar reabrir e aprofundar o caso. Mesmo desempregada, Sueli conseguiu recursos para buscar novas diligências.

Segundo ela, um casal que esteve com Décio no dia do desaparecimento foi novamente ouvido pela Polícia Civil. A mãe afirma que os depoimentos apresentaram contradições.

“Completou três anos que ele desapareceu. Preciso descobrir o que realmente fizeram com ele. Eu não acredito que ele esteja vivo, porque ele falava comigo todos os dias. Só queria encontrar o corpo dele e encerrar essa angústia”, disse.

Últimos passos antes do desaparecimento

Mensagens encontradas no WhatsApp Web de Décio apontam que ele esteve com uma amiga e o namorado dela no dia 18 de janeiro de 2023. Segundo a família, os três passaram por bairros de São José dos Campos e, durante a madrugada, foram realizadas diversas transferências bancárias da conta do estudante para o casal.

Depois disso, também foi solicitado o encerramento da conta bancária de Décio.

O casal confirmou à polícia que encontrou o jovem, mas afirmou que ele teria ido embora sozinho de carro. A família não acredita nessa versão.

“A última localização do celular dele foi na casa desse casal. Pelo rastreamento do notebook e dos aplicativos, tudo indica que ele nunca saiu de São José”, afirmou Sueli.

Pistas levaram família até São Paulo e Bahia

Ao longo dos últimos três anos, diversas informações surgiram sobre o paradeiro de Décio. Uma delas indicava que o celular do estudante estaria na região da Cracolândia, em São Paulo.

A mãe chegou a viajar até a capital paulista após relatos de que um rapaz parecido com o filho estaria no local, mas não encontrou nenhuma pista concreta.

Outra linha investigada envolve o uso do CPF de Décio em uma linha telefônica registrada em Itabuna, na Bahia. Segundo Sueli, a operadora informou que o cadastro foi feito de forma incompleta e sem presença física do titular.

“Liguei para o número e a pessoa disse que era de Santa Catarina e nunca tinha ouvido falar do Décio”, contou.

A Polícia Civil informou à família que tentaria contato com autoridades da Bahia, mas, até o momento, não houve retorno sobre o caso.

Família pede ajuda

Sem respostas após três anos, a família segue mobilizada em busca de qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o desaparecimento de Décio.

Quem tiver informações sobre o paradeiro do jovem pode entrar em contato com a Polícia Militar pelo telefone 190.

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