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Andressa Neves é destaque na revista Vogue com TCC na ESPM


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Andressa Neves: luxo como expressão de identidade
Andressa Neves: luxo como expressão de identidade

A Vogue Brasil registrou em sua edição deste mês os projetos de conclusão de curso da pós-graduação em Negócios e Marketing de Luxo Contemporâneo, oferecida pela ESPM em parceria com a revista. Entre os trabalhos destacados pela publicação está a Selenée, projeto encabeçado por Andressa Neves, Diretora de Comunicação da Prefeitura de Franca.

O projeto foi desenvolvido por Andressa Neves ao lado de Bruno Carbinatto, Louise Gordon, Márcia Fachini, Paloma Ballarini e Polianne de Lima. Andressa é doutoranda em Comportamento do Consumidor pela ESPM, com especialização em Marketing de Luxo, Neuromarketing e Storytelling, e atua estrategicamente na construção de posicionamentos de marca e reputação.

Na prefeitura de Franca, comanda a Diretoria de Governo, responsável por estratégias de comunicação e posicionamento da gestão municipal.

O curso prepara profissionais, empreendedores e gestores para os desafios da gestão contemporânea de negócios e marketing de luxo. O currículo abrange a história e a evolução do conceito de luxo, aspectos culturais dos novos consumidores, oportunidades em mercados emergentes e inovação aplicada ao setor.

Os trabalhos finais da turma foram apresentados e divulgados pela revista. Parte foi orientada pela professora Mariana Cerone e avaliada por Thiago Gringon e Silvana Scheffel. Outro grupo teve orientação de Mayra Carbone e banca composta por Cristina Proença e Evandro Bastos.

Selenée: luxo como ritual

A Selenée, de Andressa Neves, único projeto da turma com participante de Franca, propõe uma releitura do luxo a partir do tempo, da espiritualidade e do ritual artesanal. O nome deriva de Selene, deusa grega da lua, símbolo de ciclos, transformação e introspecção.

Inspirada nos arquétipos do tarot, a marca concebe cada peça a partir de uma leitura individual, tratando o vestuário como extensão da identidade e do momento de vida de quem o veste. Tecidos naturais, processos lentos e gestos artesanais estruturam um universo em que o luxo se revela, nas palavras do próprio projeto, “na pausa, na intenção e na profundidade do fazer.”

O modelo de negócio se divide em três frentes: atendimento sob medida com peças únicas e não replicáveis; linha prêt-à-porter em coleções semestrais limitadas, cada uma orientada por uma “Carta do Semestre” definida em consulta com uma taróloga; e uma Linha Sensorial (velas, fragrâncias, tarots autorais, pedras e joias) pensada como porta de entrada mais acessível ao universo da marca.

O público-alvo central são mulheres da classe A, entre 30 e 55 anos, em grandes centros urbanos, com mercado estimado em 500 mil consumidoras potenciais. O projeto prevê investimento inicial de R$ 900 mil, ponto de equilíbrio entre R$ 230 mil e R$ 240 mil de receita bruta mensal, e lucro líquido projetado de R$ 291 mil no primeiro ano.

Outros projetos da turma

Os demais projetos registrados pela Vogue cobrem nichos distintos do luxo contemporâneo.

A Althoria se posiciona como a primeira casa de perfumaria em balm do Brasil, com sistema de layering que permite ao consumidor construir sua própria assinatura olfativa a partir de matérias-primas nacionais.

A Amaterasu une o denim selvedge japonês de Kojima ao bordado artesanal brasileiro para reposicionar o jeans no universo do slow luxury.

A Bombyx Ars resgata o fio do bicho-da-seda como suporte de expressão artística, defendendo o luxo como ritual do fazer.

A Wat Ecossistema Relojeiro propõe combinar uma escola de formação com certificação internacional em alta relojoaria a uma comunidade de entusiastas, preenchendo uma lacuna estrutural do mercado brasileiro.

A Ânima é um cerimonial carioca de despedidas personalizadas que devolve ao luto sua dimensão simbólica, em contraponto à fria e burocrática com que a modernidade trata a morte.

A Nour é um concierge materno de luxo com atendimento domiciliar contínuo voltado a gestantes e puérperas de alta renda.

A The Witherwill Society propõe um clube cultural feminino para mulheres da Geração Z e Millennials, articulando literatura, bem-estar e experiências sensoriais em encontros intimistas guiados pelos princípios do quiet luxury.

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