ARRASTADO

Cachorro é arrastado por mais de um quilômetro e morre em Caraguá

Por Leandro Vaz | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Caso foi registrado pela polícia
Caso foi registrado pela polícia

Um cachorro morreu após ser arrastado por mais de um quilômetro por um carro na madrugada de quarta-feira (6), em Caraguatatuba. O caso foi registrado pela Polícia Civil e ocorreu entre a região da Praça Martim de Sá e o bairro Jardim Casa Branca.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais civis foram acionados após moradores denunciarem que um veículo estaria arrastando o animal por vias da cidade. Quando a equipe chegou ao local indicado, o cachorro já estava morto.

Investigação identificou carro que atropelou cachorro

Durante as diligências, os investigadores analisaram imagens de câmeras de monitoramento e identificaram um GM/Vectra GT prata circulando pela região por volta de 0h19. Nas imagens, o motorista aparece parando o veículo, engatando marcha à ré e, em seguida, retomando o trajeto enquanto o animal permanece caído no solo.

Ainda segundo a Polícia Civil, foi encontrado um rastro de sangue ao longo do percurso, desde a Praça Martim de Sá até a Travessa Ubá, no Jardim Casa Branca, onde o cachorro foi localizado.

O veículo foi encontrado posteriormente estacionado nas proximidades. O proprietário, identificado como Gilson Aparecido, de 42 anos, foi levado à delegacia acompanhado de uma advogada para prestar esclarecimentos.

Motorista disse que não viu que era cachorro 

Em depoimento, o homem afirmou que o carro apresentava problema mecânico no farol de milha e que, ao ouvir um barulho durante o trajeto, acreditou que alguma peça havia se soltado. Segundo ele, após percorrer cerca de 300 metros, parou o veículo e deu marcha à ré, momento em que o barulho teria parado.

O investigado disse ainda que não percebeu ter atropelado o cachorro por causa da baixa visibilidade e negou ter ingerido bebida alcoólica.

Atropelamento não teria sido criminal 

A autoridade policial registrou inicialmente o caso como ocorrência não criminal, considerando que a legislação não prevê modalidade culposa para o crime de maus-tratos contra animais.

O caso segue sob análise da Polícia Civil.

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