GREVE NA ZEENTECH

Greve é aprovada e atinge 400 trabalhadores na Alstom em Taubaté

Por Jesse Nascimento | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos com funcionários da Zeentech
Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos com funcionários da Zeentech

A greve da Zeentech em Taubaté foi aprovada por tempo indeterminado em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, após impasse nas negociações para tentar preservar cerca de 400 empregos no complexo da Alstom, em Taubaté.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Os trabalhadores decidiram paralisar as atividades após a falta de avanço nas conversas entre sindicato e empresa. A mobilização ocorre em razão do risco de demissão dos funcionários da Zeentech, terceirizada que atua dentro da unidade da Alstom em Taubaté.

Segundo apuração, o sindicato tentou construir um acordo para evitar os desligamentos, mas não houve avanço nas negociações. Com isso, os trabalhadores aprovaram a greve como forma de pressionar por uma solução que preserve os postos de trabalho.

Os 400 trabalhadores da Zeentech representam cerca de 40% da força de trabalho no complexo da Alstom em Taubaté. Eles atuam diretamente na montagem dos vagões de trens, o que pode causar impacto no processo produtivo da fábrica.

Apesar da paralisação dos terceirizados, os trabalhadores contratados diretamente pela Alstom entraram normalmente para trabalhar. A greve, portanto, atinge os funcionários da Zeentech, mas ocorre dentro do ambiente produtivo da unidade da Alstom.

Empresa propôs indenização

A empresa apresentou proposta com três salários de indenização, pagamento de PLR e quatro meses de vale-alimentação para os trabalhadores. O sindicato classifica a oferta como irrisória e afirma que a situação ultrapassa a relação trabalhista, por se tratar de uma questão social com impacto direto na cidade.

Para a entidade, a possível demissão em massa afeta não apenas os funcionários da terceirizada, mas também suas famílias e a economia local. A categoria cobra uma solução que reduza os efeitos sociais do encerramento do contrato.

A paralisação aprovada pela categoria sucede o estado de greve definido no início da semana. Na ocasião, os trabalhadores deram prazo para que houvesse avanço nas tratativas sobre a manutenção dos empregos.

Como não houve acordo, a categoria decidiu cruzar os braços por tempo indeterminado. A principal reivindicação é a preservação dos 400 postos de trabalho ameaçados pelo encerramento do contrato de prestação de serviços.

Alstom apontou redução de projetos

Em manifestação anterior, a Alstom informou que a decisão de encerrar o contrato com a Zeentech estava ligada à redução de projetos e à ausência de novos contratos produtivos na unidade de Taubaté.

A companhia também afirmou que iniciaria a internalização de algumas atividades atualmente realizadas pela terceirizada. O sindicato, por outro lado, defende uma alternativa que garanta a permanência dos trabalhadores nos postos. O espaço segue aberto para novas manifestações.

Comentários

Comentários